quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Carta de Apoio à Ocupação Guerreiros Urbanos

Há aproximadamente duas semanas, mais de 20 famílias fizeram uma ocupação em um terreno urbano no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, que esteve abandonado por mais de uma década pela Universidade Santa Úrsula.

Contra sua luta pelo direito básico à moradia, um mandado de reintegração de posse foi expedido e agora essas famílias correm sério risco de serem despejadas. Esse episódio, mais um dentre tantos outros semelhantes, ocorre num momento marcado por uma severa política de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais frente à chegada de megaeventos e crescente privatização.

É importante ressaltar o papel do o governo Sérgio Cabral/ PMDB que tem sido marcado por forte especulação imobiliária, grandes concessões às empreiteiras e ataques diretos à classe trabalhadora - como evidenciado nas lutas de resistência de bombeiros, profissionais da educação e da saúde, etc.


É contra mais esse ato de truculência do governo do Estado que o
Coletivo Marxista faz um chamado em apoio à Ocupação Guerreiros Urbanos e ao ato que será realizado no dia 10 de Novembro ao meio-dia na Ladeira de Santa Teresa nº 143, também em apoio à ocupação.


Toda a solidariedade é necessária!

Contra o Governo Sérgio Cabral!

Contra a Repressão a Movimentos Sociais e a Criminalização da Pobreza!

Todo Apoio à Ocupação Guerreiros Urbanos!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Moção de Repudio à Reitoria da USP e à truculência da PM-SP: todo apoio a luta dos estudantes da USP! Libertação dos presos já! Fora PM do campus!


A brutal repressão aos estudantes da USP é mais um estarrecedor exemplo da permanência intacta dos aparelhos policiais repressivos do Estado brasileiro e da ideologia covarde de seus governantes. A "aula de democracia" do governador do Estado de São Paulo é colocar mais de 400 policiais fortemente armados para reprimir 72 jovens estudantes desarmados!

Apoiamos a reivindicação de fim do convênio da Reitoria da USP com a Polícia Militar. Como denunciam estudantes, professores e funcionários há tempos, a presença ostensiva da PM no campus universitário – sob a desculpa de ‘garantir a segurança’ – serve à criação de um cenário de repressão, cerceamento da autonomia universitária e criminalização das manifestações na USP. Os problemas de segurança no campus não serão resolvidos pela PM. A melhoria da situação depende do fortalecimento do espaço público, com concurso para servidores públicos, da Universidade, que atuem para a garantia da segurança; da ocupação dos espaços pela comunidade de dentro e fora da USP; e da iluminação e conservação dos espaços públicos. A absurda repressão policial ao movimento estudantil só comprova a serviço de que projeto está o convênio entre a Reitoria da USP e a PM-SP.

Hoje, 47 anos depois do golpe militar, a Comissão da Verdade não anda e a polícia reprime, com a mesma violência e truculência, estudantes, sindicalistas, professores, bombeiros, ativistas sociais e a população pobre do país. Trata-se de um cenário nacional, marcado pela escalada de violência repressiva aos movimentos sociais num Brasil que se vende e se "prepara" para megaeventos, como a Copa e os Jogos Olímpicos. Juízes assassinados por milicianos e políticos deixando o país ameaçados de morte por grupos paramilitares, que têm seus braços no Estado, são parte de um mesmo processo - assim com a sumária prisão de manifestantes contra a visita de Obama no Rio de Janeiro e a prisão truculenta dos estudantes da USP.

Quando homens e mulheres do mundo inteiro ocupam espaços públicos como forma de protesto contra este modelo irracional de sociedade, é inaceitável e aterrador assistir às imagens dos jornais televisivos mostrando a real truculência do Estado brasileiro e seu aparato repressivo.

O Coletivo Marxista apoia e se solidariza com os estudantes da USP.

E, numa voz única com todos os militantes da esquerda brasileira, repudia esta ação policial e defende a ampliação de manifestações e mobilizações em apoio aos estudantes e contra a truculência e violência policial.

Liberdade imediata aos estudantes presos!

Fora PM do campus!