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quinta-feira, 25 de março de 2010

28 de março - Dia Nacional dos Estudantes

28 de março – Dia Nacional dos Estudantes
Avançar nas lutas com a construção do novo!

No dia 28 de março, é comemorado o dia nacional dos estudantes em homenagem a Edson Luiz, o primeiro estudante assassinado pela ditadura militar, em 1968. Essa é uma importante data para a luta do movimento estudantil brasileiro.

Nesse momento, o movimento estudantil brasileiro e a juventude como um todo vivem uma situação delicada. A crise econômica que teve inicio em 2008 passa por um período de recuperação no país. Essa recuperação se deve aos pacotes milionários disponibilizados pelo governo aos empresários e banqueiros; pelo ataque aos salários, empregos e direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores e pela juventude; e por uma exploração cada vez maior desses setores.

Lula segue com disciplina a cartilha elaborada pelos poderosos: já doou bilhões de reais para banqueiros e empresários, segue a todo vapor com a implementação das políticas neoliberais e ainda cumpre um papel estratégico para o imperialismo na America Latina, mantendo as tropas brasileiras no Haiti. Com o terremoto que abalou o país mais pobre do continente, pudemos ver mais claramente o papel nefasto que cumprem as tropas – repressão à população, defesa da propriedade privada e dos interesses do grande capital. Importante identificar o apoio da União Nacional dos Estudantes, morta para as lutas e transformada em um apêndice do governo, na sustentação dessas políticas, inclusive mandando militantes para o Haiti para propagandear as tropas assassinas!

Com a recuperação parcial da economia, o discurso de Lula de que “no Brasil a crise seria uma marolinha” e que “o país seria o último a entrar e o primeiro a sair da crise” sai fortalecido e aumenta a popularidade do governo. Outro fator que contribuiu para esse fortalecimento do Governo Lula foi a falta de uma resposta concreta do conjunto da esquerda, que denunciasse o verdadeiro caráter do governo aos milhões de trabalhadores que ainda depositam esperanças e sua confiança em Lula. Para além das dificuldades conjunturais de mobilização, o que vimos foram os setores majoritários da esquerda antigovernista, ao construírem mobilizações, rebaixarem suas pautas para compor atos com os setores governistas. Na prática, o governo saiu mais fortalecido e demos um passo atrás na consolidação de uma alternativa de esquerda para os trabalhadores.

No entanto, é importante termos a clareza de que é a pior crise desde 1929 e que, apesar desse período de recuperação, está longe de chegar ao fim. Os exemplos de alguns países da Europa, como Grécia e Espanha, são importantes para ilustrar que estamos vivendo uma crise de dimensões estruturais e que a tentativa dos poderosos vai ser de jogar o ônus nas costas dos trabalhadores e da juventude. A esquerda precisa estar preparada para dar respostas à altura dos ataques que sofreremos. Os trabalhadores da Grécia vêm dando um exemplo de resistência: em menos de um mês, já entraram em greve geral e paralisaram muitos setores importantes da economia em resposta ao pacote de cortes de salários e direitos elaborados pelo governo daquele país. No Brasil, importantes mobilizações também estão acontecendo, como a greve dos professores em São Paulo, que lutam por melhores salários. Precisamos, através dessas lutas econômicas, forjar uma consciência de classe e isso passa necessariamente pela denúncia do Governo Lula.

Na Educação, mais ataques!


Entramos no ano de 2010 com os ataques já anunciados desde o ano passado. O “Novo ENEM” foi festejado pelo governo como o “fim do vestibular”, como uma medida que iria democratizar o acesso ao ensino superior público. Na prática, o que vimos foi uma elitização desse processo, uma seleção ainda maior na disputa por uma vaga na universidade pública. Com o Novo ENEM, Lula segue com tudo no seu plano de destruir a universidade pública brasileira para adequá-la às necessidades dos grandes empresários da educação.

A implementação do REUNI começa a demonstrar suas fragilidades com mais nitidez: problema na distribuição de vagas de professores, falta de contratação de funcionários, falta de verba para investir na infra-estrutura das universidades que planejaram suas expansões e muitos outros problemas se expressam nas universidades de todo o Brasil. Com isso, os estudantes vão sentido na pele o sucateamento da Universidade, a falta de assistência estudantil, as salas de aula superlotadas, a falta de professores e laboratórios, etc. O cenário que o movimento estudantil de luta já desenhava desde 2007 começa a ser visualizado mais claramente.

A UNE faliu! Qual a nossa alternativa?


Diante de todos esses ataques do governo federal, é importante identificar o papel que cumpriu a UNE nesse processo. Quanto mais os ataques acontecem, mais essa entidade pelega defende as políticas de destruição da educação de Lula e, assim se torna essencial para sua implementação. Esse é o grande diferencial do governo Lula, que conta com pontos de apoio dentro dos movimentos sociais e consegue dar uma cara “progressista” às mesmas medidas neoliberais de FHC e companhia. É claro para o movimento estudantil de luta que, para se fazer uma luta conseqüente contra todos ataques do governo, necessariamente precisamos nos chocar contra a UNE, parte integrante e fundamental para a consolidação desses ataques governistas! No movimento estudantil, enfrentar os planos do governo Lula é enfrentar a UNE e, mais do que isso, lutar para derrotá-la politicamente como legitimadora do projeto de educação neoliberal.

Para potencializar as mobilizações dos estudantes, é necessário que forjemos uma Nova Entidade Estudantil, que esteja a serviço de nossas lutas. Sem esse instrumento, perdemos força por não conseguir unificar nossas lutas nacionalmente. Em 2009, foi realizado o Congresso Nacional dos Estudantes, o fórum mais importante da reorganização do movimento estudantil até agora. Nesse espaço, foi criada a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL), propagandeada pelo setor majoritário do Congresso como a nova entidade estudantil. Em nossa opinião, a ANEL não responde à altura as tarefas que estão colocadas para a juventude brasileira. Sem um marco político claro de ruptura com a UNE e um programa definido, abre espaço para barganhas políticas entre o setor majoritário que a compõe – o PSTU - e os setores da esquerda da UNE – o PSOL –, o mesmo método que esvaziou outros instrumentos da reorganização do movimento estudantil. A ANEL aparece como um instrumento superestrtural que não consegue dar uma resposta de conjunto para o movimento estudantil e se consolidar como uma alternativa, assim como aconteceu com a Frente de Luta Contra a Reforma Universitária. O processo de reorganização ainda está em curso, precisamos construir uma Nova Entidade que se coloque como alternativa concreta para os estudantes!

Construir Mobilizações é necessário!

No dia em que comemoramos a importância do movimento estudantil, é fundamental que construamos mobilizações que coloquem em xeque o papel que o governo Lula e a UNE vêm cumprindo. Para colocar as lutas num patamar superior ao atual, faz-se necessária a denúncia dos agentes de implementação das políticas neoliberais que afetam os trabalhadores e a juventude. Fora Lula e UNE! Pela construção do novo movimento estudantil!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Avaliação do XXIX Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia

XXIX Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia
Universidade Federal de Pernambuco
Avaliação do Coletivo Marxista

Reorganizar o Movimento Estudantil de Pedagogia
a partir das Lutas



Entre os dias 19 e 25 de julho, cerca de 1.300 estudantes de Pedagogia estiveram reunidos na Universidade Federal de Pernambuco para participar do XXIX ENEPe, cujo tema foi “Educação e Periferias: disciplinamento, controle e resistências”. Desde 2007, o Coletivo Marxista participa do Movimento Estudantil de Pedagogia, estando presente no Fórum Nacional de Entidades de Pedagogia (FoNEPe-USP), no XXVIII ENEPe (UFES) bem como mobilizando lutas no dia-a-dia das Universidades e atuando nos Centros Acadêmicos. Um balanço comprometido com a reorganização que aponte as perspectivas para os próximos meses é extremamente necessário.

Da construção política do ENEPe


O método utilizado para as escolhas acerca do tema, programação, palestrantes e estrutura, destina à sede do evento todo o poder de decisão e precisa ser revisto. Com a desarticulação organizativa e estrutural da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) nos últimos meses, ficou limitada a contribuição de diversos Centros e Diretórios Acadêmicos para a construção política do ENEPe, na qual deveria estar congregada a pluralidade de opiniões daqueles e daquelas que têm organizado as lutas em suas instituições e a tarefa de dialogar com o corpo discente presente no espaço a partir da realidade concreta de nosso cotidiano. O objetivo do Encontro deve apontar para o amadurecimento das discussões políticas e auxiliar nos debates que apresentem as perspectivas de mobilizações, lutas, posições políticas e atividades da ExNEPe, cujo espaço de deliberação é a Plenária Final. Nesse quesito, o eixo temático, a grade da programação e a escolha dos palestrantes desencadearam mais retrocessos do que avanços, que culminaram com nossa posição apresentada de, por exemplo, acertadamente unificar as mesas antes fragmentadas de Educação Básica e Ensino Superior.

Diante dessa avaliação, é necessário que o Movimento Estudantil de Pedagogia (MEPe) possa reavaliar o método atual e elaborar um Fórum decisório que congregue CAs, DAs e Executivas Nacional e Estaduais com direito a voz e voto para construir os seus espaços nacionais.

Outro debate importante nesse tópico é um vício que precisamos superar: o privilégio de mesas com palestrantes em detrimento de espaços como grupos de discussão. Defendemos a existência de espaços gerais onde palestrantes possam contribuir politicamente com os debates que precisamos travar; porém acreditamos que devamos intermediar tais espaços com discussões em pequenos grupos, onde mais estudantes possam se pronunciar, questionar, criticar e levantar propostas que visem o fortalecimento do Movimento Estudantil. Até mesmo porque deve ser através desses grupos que as propostas direcionadas à Plenária Final sejam apresentadas, discutidas e encaminhadas.

Para finalizar, duas outras questões devem ser refletidas. É interessante que a programação do evento não fique inchada de atividades e que haja nos eventos espaços livres para possibilitar que as delegações se reúnam e avaliem sua participação, que os campos políticos e movimentos possam apresentar suas contribuições ao MEPe, bem como espaços formalmente apresentados na programação para: (a) reunir os Centros e Diretórios Acadêmicos e as Executivas para discussões políticas e auxílio no bom andamento organizativo; e (b) articulações regionais para organizar os Estados e seus respectivos encontros e atividades.


Do turismo ao machismo, passando pela despolitização. Para além da culpabilização ou da naturalização, optar pela reorganização.


Devemos ser científicos ao analisar a totalidade dos problemas ocorridos no XXIX ENEPe. Em vez de naturalizarmos tais fatos ou culpabilizarmos bodes expiatórios, precisamos apontar alternativas que superem a atual despolitização e caminhem firmemente junto ao processo de reorganização da juventude brasileira.

É válido lembrar que nosso país passou por um processo de lutas pela redemocratização na década de 1980 após anos sob a ditadura empresarial-militar. Após esse período, o primeiro presidente, entretanto, é o mesmo que hoje se encontra envolvido na crise do Senado (José Sarney). Seu sucessor, Fernando Collor, inicia o processo de implementação do modelo neoliberal para favorecer os interesses dos setores dominantes e do imperialismo, intensificado pelo tucano Fernando Henrique Cardoso e atualmente pelo petista Lula. Além de precarizar as políticas públicas para Educação, Saúde e Segurança, o neoliberalismo incentiva a busca individual pela superação dos problemas, exacerba o umbiguismo e visa propagandear a vitória final do capitalismo.

Junto a tudo isso, a juventude, geralmente mais contestadora e com mais energia para as lutas, é embriagada. Por meio de novelas, músicas opressoras, reality shows, um convite à naturalização da divisão da sociedade em opressores e oprimidos está ao nosso alcance a cada hora, a cada minuto. Não bastasse essa realidade, a maior e mais representativa entidade estudantil de outrora – a União Nacional dos Estudantes (UNE) – inicia seu processo de burocratização, aparelhamento e afastamento das lutas. Desde 1991, a União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, garante através de fraudes, manobras e malabarismos a sua hegemonia político-burocrática à frente da UNE, direcionando o auge de seus Congressos para festas e shows com artistas famosos, ao passo que os espaços de discussão política são cada vez mais sucumbidos ou diluídos atualmente em palco para presidente, senadores, deputados ou reitores. Ou seja, nossa principal referência de lutas e politização há um tempo se encontra a serviço do Governo Lula e das Reitorias que implementam projetos como a Reforma Universitária, o REUNI e o “novo” ENEM, atacando a educação pública. Se está ao lado de um Governo que garante milionários lucros para banqueiros, latifundiários e empresários, a UNE está contra a classe trabalhadora e contra a juventude aguerrida, que a partir de 2007 vivencia um processo de retomada das lutas, ocupando reitorias, construindo campanhas, passeatas e greves para defender a educação pública das garras desses que pretendem consolidar a educação enquanto mercadoria!

A partir desse quadro, precisamos identificar problemas e equívocos difundidos no XXIX ENEPe.

(1) Distribuir preservativos entre os materiais da inscrição é uma prática acertada. A liberdade de se relacionar homo e/ou heterossexualmente deve ser preservada e devem ser prevenidas a gravidez indesejada e o contágio de doenças sexualmente transmissíveis. Um guia turístico que apresente a história, a cultura, as tradições de luta existentes na cidade também é interessante, mas deve ser realizada uma política de passeios a esses espaços que não onere a participação nas atividades do evento, o que infelizmente ocorreu com o turismo exacerbado em Recife. É preciso sim criticar a inexistência de blocos e canetas para anotações de questões importantes que foram debatidas no evento, troca de contatos entre os estudantes etc. Como propostas, ficam a confecção de blocos e canetas com a logo ou o nome da própria ExNEPe, o que cria uma identificação com a entidade. Além disso, a ExNEPe deve incluir no panfleto com a programação os nomes dos palestrantes, de onde eles vêm mas principalmente formular cadernos de resumos dos principais debates temáticos.

(2) Tivemos inúmeros problemas com a alimentação. Primeiramente, devemos refletir: por que a UFPE não possui um Bandejão, o Restaurante Universitário? A política de assistência estudantil é limitada e isso deve estar na pauta de nossas lutas. A existência de Bandejões, com funcionários concursados, facilitaria a negociação, baratearia os custos e melhoraria a qualidade da alimentação e do atendimento. Infelizmente, no ENEPe, é preciso reconhecer que houve falhas gravíssimas na relação entre a Comissão Organizadora e a empresa responsável pela alimentação. Ter os estudantes bem alimentados ao longo do evento é essencial para a qualidade da participação. Um sério processo contra a empresa deve ser realizado e não aceitarmos silenciosamente que houve dias sem leite no café da manhã e estudantes almoçando cachorro-quente!

(3) Valores das Inscrições. O Movimento Estudantil deve se auto-financiar e estimular que as inscrições se voltem tanto para a garantia da estrutura do evento como da materialização da gestão da ExNEPe. Os CAs, DAs e Executivas Estaduais devem pensar a autonomia financeira, organizando rifas, pedágios, festas para arrecadar recursos bem como exigir o apoio de transporte das instituições. Porém, a Comissão Organizadora precisa ter flexibilidade e entender a realidade diversa existente em nosso país. A dívida oriunda de encontros anteriores precisa ser sanada realmente, mas também não podemos abrir mão da qualidade do evento em nome da mesma (como por exemplo na dificuldade declarada em levar palestrantes de estados distantes por conta dos gastos financeiros) e na inexistência de materiais para anotações no kit de inscrição!

(4) Durante o evento, o protagonismo de setores de luta possibilitou a reorganização do evento, criando as Comissões de Alimentação, Limpeza e Comunicação. O auxílio e a incorporação à Comissão Organizadora devem fazer parte da programação do evento (por meio de reunião entre Executivas, Centros e Diretórios Acadêmicos), acrescentando uma Comissão de Disciplina, que tenha uma política para acordar de maneira lúdica e tranqüila os participantes e também mobilizar para a participação nos espaços do evento; uma Comissão de Alojamento, que deve prezar pelo silêncio entre 23h e 07h para o descanso dos participantes; e uma Comissão Cultural, que formule as atividades noturnas para entreter e integrar.

(5) Atividades culturais devem ser espaços para integrar, entreter, sem prejudicar o andamento do evento. Ou seja, precisa ser pensado um teto de término e principalmente não pode se voltar a uma festa alienada, opressora e acrítica. É preciso sim reconhecer o equívoco do leilão de homens durante a Malicious Party, criticar qualquer prática de opressão ocorrida, seja machista, homofóbica ou racista (e não naturalizá-la como alguns estudantes fizeram, argumentando que são corriqueiras tais práticas) e refletir para estabelecer uma superação, uma transformação nas nossas relações culturais alinhadas às necessárias transformações sociais. Tais discussões podem e devem se interligar aos eixos temáticos de nossos encontros e inserir-se em nossas lutas!

(6) Poderíamos argumentar que a chuva atrapalhou, mas seria uma análise simplista. A não ocorrência de um Ato Público e de uma construção coletiva do eixo temático do mesmo é o reflexo do esvaziamento político e da pouca participação. É imprescindível que sejam realizados Encontros Estaduais nos próximos meses bem como o fortalecimento de pré-ENEPEs organizados pelos CAs, DAs e Executivas. No ENEPe foram aprovadas apenas as Executivas Estaduais de Minas Gerais e do Ceará, demonstrando nossa desarticulação.

(7) Um dia antes da Plenária Final, havíamos proposto que fossem digitadas e fotocopiadas todas as propostas apresentadas nos Grupos de Discussão Temática, que deveriam ser distribuídas para facilitar a leitura, acompanhamento e intervenções dos participantes com destaques e contribuições. Infelizmente, a Comissão Organizadora não acatou nossa proposta, informando que não seria necessário, pois haveria datashow para exibição das mesmas. Devido aos problemas relacionados ao datashow, a Plenária Final sofreu um atraso de quase quatro horas, impossibilitando a participação de diversas delegações que tiveram de partir após o horário do almoço, prejudicando dessa maneira a possibilidade de decisão sobre os posicionamentos da Executiva e também das sedes do FoNEPe e do ENEPe. Não bastasse o atraso e também a incerteza da hora em que a Plenária Final se iniciaria, a inexperiente condução da mesa estava extremamente confusa, ocasionando atitudes autoritárias e dificuldades de compreensão dos participantes.

(8) As candidaturas de Itaberaba e Brasília para sediar o próximo ENEPe bem como de João Pessoa e Belo Horizonte para o FoNEPe careceram de fundamentação política, estrutural e organizativa. O MEPe precisa amadurecer a ponto de que projetos de candidatura sejam construídos ao longo da gestão da ExNEPe, indicando entidades que apóiam, integrantes que já se comprometem com a Comissão Organizadora, fotos das condições para alojamento, alimentação e locais das atividades etc. e apresentados na Plenária Final para apreciação e posterior deliberação dos estudantes de Pedagogia. Voltamos a ressaltar a importância de que o eixo temático, programação e palestrantes sejam discutidos coletivamente em fórum com participação da ExNEPe, Executivas Estaduais, Centros e Diretórios Acadêmicos. Tanto a proposta de “Educação e Militância” como a “Políticas Públicas para a Educação Básica” foram lançadas de maneira solta, com limitadas fundamentações teóricas. A equivocada prática de levar as pessoas para votar nas sedes e esvaziar a plenária durante o espaço de discussão dos posicionamentos políticos e plano de lutas novamente foi constatada. Mais de duzentos estudantes participaram da escolha da sede do ENEPe, enquanto menos de oitenta acompanharam os debates políticos de conjuntura, Movimento Estudantil, Educação, Opressões etc. É válido ressaltar que mais de mil e trezentos estavam inscritos no ENEPe.

(9) Várias discussões esvaziadas e picuinhas pessoais através de denuncismos e descaracterizações políticas têm acompanhado os últimos anos do MEPe. No nosso entendimento, tais práticas não colaboram para o avanço das lutas e da reorganização e prejudicam a renovação dos quadros políticos ao confundir deliberadamente e afastar novos estudantes que iniciam sua participação.

(10) Para não dizer que não falamos das flores. A participação do Coletivo Marxista propiciou no Grupo de Discussão Temática o debate sobre temáticas extremamente pertinentes no atual cenário nacional, tanto que a maioria das resoluções apresentadas e (muitas) aprovadas na Plenária Final referentes à conjuntura, à Educação e à reorganização do Movimento Estudantil foram levantadas pela nossa militância. Apesar do esvaziamento quantitativo da Plenária, a qualidade das discussões a partir das defesas e contrariedades às propostas esteve presente. Eis abaixo o que apresentamos:

- Contra o Governo capitalista e neoliberal de Lula/PT (aprovada por consenso);
- Não às demissões e reduções de salários e direitos. Os trabalhadores não pagarão pela crise (aprovada por consenso);
- Pela construção de uma resposta política classista e anti-governista à crise do capitalismo (aprovada por consenso);
- Não à utilização do dinheiro público para salvar empresários e banqueiros (aprovada por consenso);
- Pela retirada das tropas militares brasileiras do Haiti (aprovada por contraste visual);
- Não à Reforma Universitária neoliberal de Lula/PT e revogação dos pontos já aprovados, como Programa Universidade Para Todos, SINAES/ENADE; Decreto das Fundações etc. (aprovada);
- Contra o Plano de Desenvolvimento da Educação do Ministro Fernando Haddad (aprovada por consenso);
- Pela revogação dos Decretos 6095/07 e 6096/07 (IFET e REUNI) e em defesa de uma expansão de qualidade (aprovada por consenso);
- 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação! (aprovada por consenso);
- Por uma Universidade pública, gratuita, laica e a serviço do proletariado (aprovada adicionando “de ensino presencial”);
- Pelo livre acesso às Universidades e pelo fim do vestibular. Contra o novo ENEM (aprovada);
- Pela redução das mensalidades nas instituições privadas e pela estatização das mesmas (aprovada, fragmentando-se em duas diferentes);
- Em defesa do Passe livre no sistema de transportes (aprovada com modificações);
- Em defesa da Assistência Estudantil de Qualidade: creches, bandejões, alojamentos e bolsas! (aprovada por consenso);
- Contra a restrição do direito à meia-entrada e contra a volta do monopólio das carteirinhas pela UNE (aprovada por consenso);
- Aprofundar o processo de reorganização do Movimento Estudantil e avançar na construção de uma nova entidade estudantil pela base a partir da ruptura com a UNE. Ter uma posição de autonomia em relação à ANEL, não se comprometendo com sua política. (rejeitada);
- Posição de repúdio à Reitoria da UFPE pela ausência de apoio político à realização do ENEPe (aprovada).

Foram posicionamentos importantíssimos que situam a ExNEPe ao lado da classe trabalhadora, defendendo a Educação Pública, ratificando-a no campo da esquerda ao opor-se ao Governo de Lula/PT e a permanência do não reconhecimento da UNE enquanto entidade representativa dos estudantes.


Essa avaliação tem como objetivo estimular as melhorias para o Movimento Estudantil de Pedagogia. O combate ao turismo exacerbado, à despolitização, às opressões deve ser prática constante da militância. Não resolveremos tais problemas por meio de punições como expulsão do evento tampouco com o critério de carimbar crachás para ver quem terá 75% de participação nas atividades.

É aí que se encontra nosso maior desafio. A juventude brasileira precisa de novas referências, de novas concepções, de novas perspectivas. Como acreditamos que o novo sempre vem, a superação do velho passa por derrotar os agentes de um sistema opressor, cruel e desigual em que vivemos. Hoje, é preciso lutarmos contra o Governo Lula/PT e também contra seus braços entre os jovens: a União Nacional dos Estudantes. Portanto, urge que fortaleçamos a participação coletiva e reconheçamos o papel que possuímos enquanto vanguarda, atuando nos Centros e Diretórios Acadêmicos, Diretórios Centrais de Estudantes e também na própria Executiva de Estudantes de Pedagogia. A reorganização do Movimento Estudantil de Pedagogia deve caminhar lado a lado com a reorganização do Movimento Estudantil Geral. Defendemos que seja aprofundado o processo de reorganização e que avancemos para construir uma nova entidade estudantil pela base e a partir do marco político de ruptura com a União Nacional dos Estudantes.


Sejamos realistas. Exijamos o impossível!” (Maio de 1968).
Brasil, 10 de agosto de 2009.
COLETIVO MARXISTA

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Moção de repúdio à perseguição política sofrida pelo companheiro Brandão

A luta pela educação pública, gratuita, de qualidade e a serviço do proletariado faz parte da vida daqueles que acreditam que uma outra sociedade, diferente da barbárie imposta pelo capitalismo, é possível.

A educação pública do nosso país sofre ataques sistemáticos pelos governos que tentam colocar em prática os programas neoliberais elaborados pelos organismos que servem ao Imperialismo.

Aqui no Brasil, os Governos Lula/PT e Serra/PSDB tentam a todo momento subordinar a educação pública à cartilha neoliberal. Podemos observar com muita clareza a destruição que o Governo Lula/PT vem causando à Universidade com a implementação de sua Reforma Universitária, de forma fatiada, e, mais recentemente, com o Decreto 6096/07 (REUNI). O Governo Serra/PSDB, em São Paulo, também tentou atacar as Universidades estaduais com seus decretos que feriam a autonomia Universitária.

Em contraposição a esses ataques que estão a serviço do Imperialismo, acompanhamos a organização dos trabalhadores e da juventude, que lutam em todos os níveis de sua existência pela defesa da educação pública e por outro projeto de sociedade. Consideramos de extrema importância a reorganização da classe trabalhadora para enfrentar quaisquer tipos de ataques dos governos que servem à manutenção da ordem capitalista.

Nesse cenário, acompanhamos uma crescente onda de criminalização e perseguição aos movimentos sociais, através de atos de repressão praticados pelos patrões, governos e, no caso das universidades, pelas reitorias comprometidas com o projeto neoliberal. A demissão do companheiro Brandão, militante do Sintusp, é uma clara demonstração desse processo, que procura punir os que lutam e intimidar a organização coletiva dos trabalhadores e da juventude.

Portanto, o Coletivo Marxista manifesta seu repúdio à Reitoria da USP pelo autoritarismo cometido ao demitir arbitrariamente o companheiro Brandão! Registramos aqui nossa solidariedade de classe ao companheiro e conclamamos todos os trabalhadores e a juventude desse país para somarmos forças nessa luta!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Manifestação contra a perseguição política no CAp-UFRJ

O professor Gabriel Marques, contratado pelo setor de educação física do CAP/UFRJ, foi retaliado por produzir e assinar uma mensagem eletrônica contra o REUNI de Lula/PT e o Plano Diretor da UFRJ, enviada para listas dos Movimentos Estudantil e Sindical.
Após sofrer constrangimento em uma reunião de setor convocada sem pauta, que discutiu tal mensagem, agora foi avisado de que será o único professor, que poderia ter o contrato renovado por mais um ano, que não o terá.
Essa enorme repressão, que se expressa com o referido professor, vai além de uma questão isolada, e está de acordo com a política de repressão dos movimentos sociais, durante o governo Lula/PT.

Tal governo segue na implementação de mediadas populistas, que atacam a educação pública. Expressar-se contra essas medidas é expressar-se contra o modelo neoliberal, que só ataca os trabalhadores e beneficia os patrões!


POR CONTA DISSO, CONVOCAMOS O CONJUNTO DOS LUTADORES EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, ESTUDANTES, PAIS DOS ESTUDANTES, FUNCIONÁRIOS, PROFESSORES, TRABALHADORES DE DEMAIS LOCALIDADES PARA PARTICIPAR DO ATO CONTRA A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA NO CAP-UFRJ, LANÇANDO A CAMPANHA PELA LIBERDADE DO EXERCÍCIO POLÍTICO, RENOVAÇÃO DO CONTRATO DO PROFESSOR GABRIEL E MAIS VERBAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO PÚBLICA!

DIA 12/11 (QUARTA-FEIRA) ÀS 11:30, EM FRENTE AO CAP-UFRJ!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Moção de Repúdio à perseguição política no CAp-UFRJ

Companheiros/ as,

Publicamos a moção de repúdio à perseguição política sofrida pelo professor Gabriel Marques no Colégio de Aplicação da UFRJ. Pedimos às entidades e indivíduos que queiram assiná-la para enviar o nome da entidade e, no caso de indivíduos, nome completo, profissão e local de estudo ou trabalho para o e-mail http://br.mc356.mail.yahoo.com/mc/compose?to=grdmarques@yahoo.com.br. O ato de lançamento da campanha contra a perseguição política será no dia 12/11, próxima quarta-feira, às 11:30, em frente ao CAp-UFRJ. Em anexo, enviamos o panfleto da campanha.

Saudações de luta!
Pela liberdade de exercício político! Contra a perseguição ao professor Gabriel!

A premissa primeira da educação transformadora é a prática da liberdade!

Todos aqueles que historicamente lutaram e lutam pela construção de outra sociedade sabem que é impossível separar uma concepção de estrutura social de práticas educativas. Por isso, nos é tão cara a luta pela defesa do ensino público e de qualidade, trabalhando sempre como um pólo de resistência contra as amarras do capital. Ironicamente, quando comemoramos 40 anos de Maio de 68, vivenciamos um dos maiores ataques à educação, que parte da premissa de transformá-la em serviço e mercadoria.

A educação pública de nosso país passa por delicado momento, em que constantes ataques são realizados pelos governantes obedecendo à cartilha neoliberal. Cortes de verbas públicas, precarização do trabalho dos educadores e facilidades para os setores privatistas compõem nossa realidade cotidiana. No Ensino Superior, o governo Lula/PT impõe de maneira fatiada a Reforma Universitária ao longo de seu primeiro mandato; no segundo, lança através de Decretos o Plano de Desenvolvimento da Educação e o Reuni.

Felizmente, como contraposição ao caótico quadro apresentado, acompanhamos a reorganização das lutas dos trabalhadores e dos estudantes que não se renderam à lógica privatizante. Na UFRJ, onde uma Reitoria afinada com o governo Lula/PT, formata nossa instituição através de um Plano Diretor a serviço do Reuni, diversas manifestações ocorreram para defender um projeto diferente de Universidade. Por isto lutamos: pela produção do conhecimento direcionada à transformação da sociedade e não para a reprodução do capital

O professor Gabriel Marques é um exemplo desta luta. Lutou e luta em todos os níveis da sua existência individual exercendo uma prática política aberta, corajosa e coerente com esta concepção. Presente nas lutas de defesa do ensino público sempre defendeu - como estudante, professor e militante - com firmeza os seus posicionamentos e sempre lutou pela defesa da Educação Pública. Por conta dessa atuação política e, absurdamente, por assinar uma mensagem eletrônica contra o REUNI e conta o Plano Diretor da UFRJ, foi questionado e constrangido em reunião do setor de Educação Física do Colégio de Aplicação da UFRJ. Fortalecidas pela onda de criminalização dos movimentos sociais e de ataque à organização autônoma dos trabalhadores e estudantes, as perseguições políticas e práticas autoritárias se alastram pelo país.

A posição política, autoritária e inicialmente coercitiva e velada, foi agora ratificada com a informação de que o contrato do professor Gabriel Marques não será renovado para o ano de 2009. Registre-se que até mesmo esta informação foi obtida após muitos questionamentos e sem que fossem explicitados os critérios e os motivos para tomada de tal decisão, configurando falta de transparência e autoritarismo. É muito importante ainda ressaltar que o trabalho do professor tem sido elogiado pelo conjunto de pais presentes nas diferentes reuniões do Colégio de Aplicação, ratificando assim seu desempenho profissional, sua coerência e compromisso com o ensino público.

Portanto, nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso repúdio à prática de perseguição política ao professor Gabriel e registramos total apoio à campanha pela liberdade do exercício político no Colégio de Aplicação da UFRJ, à renovação do contrato do professor e às lutas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.


Adolpho Tundis Ferreira, Professor de História, Prefeitura do Rio de Janeiro
Adriana Machado Penna - Professora de educação física da rede púbica estadual, do Colégio Universitário Geraldo Reis (UFF) e da Universidade Estácio de Sá
Adriana Paula de Almeida, fisioterapeuta e mestranda em Saúde Coletiva - UFF
Alexandre Costa Borba - Coordenador Projeto Esporte, Cultura e Cidadania - FioCruz
Alice Fucs - Estudante de economia - UFRJ
Aloízio Soares Ferreira, Professor Titular do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa
Amanda Regina Kuroski, estudante da EEFD UFRJ - V período
Ana Alice Dias Sant´anna - Comunicadora social/ Produtora
Ana Helena Ribeiro Tavares, estudante de Jornalismo da FACHA
Ana Maria da Silva Martins, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA
Ana Maria da Silva Martins, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA
Ana Paula de Almeida Cardoso - Psicopedagoga - Coordenadora do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura Municipal de Itapema - SC
André C. Martins Silva, estudante da EEFD UFRJ
André Malina, docente da Faculdade de Educação da UERJ e FAETEC/ISERJ
Andrea Lombardi, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Angela Rocha - Decana do CCMN
Antônico Cláudio Moreira Costa, o CANDIRU
Antonio Rogerio Garcia Silveira, jornalista
Bernardo Ferreira Freitas- Professor de Educação Física da Escola Municipal Professor Affonso Várzea - 3ª CRE; Pós-Graduando - Educação Física Escolar – UFRJ
Bruno Adriano Rodrigues da Silva, docente da Faculdade São Lourenço e professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Bruno Arraes Carneiro da Silva, jornalista pela PUC-RIO, especializado em Gerência de Hotelaria pela Universidade Central da Flórida
Bruno da Rocha Ribeiro, técnico em Edificações
Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo
Bruno Lima Patricio dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual e mestrando em Política Social - UFF
Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Caliandra Dias de Alcantara - Graduanda do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFRJ
Camila Gomes Ramos, Arte-Educadora, estudante de Pedagogia da UFRJ
Carlo Giovani de Jesus Bruno - Estudante de Educação Física da UFF e coordenador da Regional II da ExNEEF
Carlos Alberto Salim Leal, jornalista
Carlos Augusto Peres, professor de Educação Física - Clube MESC - São Bernardo do Campo/SP
Carlos Henrique Amaro Calcia - Estagiário do colégio Pedro II (Humaitá II)
Carolina Monteiro Soares - Professora do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) - Colégio Pedro II - Unidade Tijuca I
Celia Regina Otranto, professora adjunta da UFRRJ - Educação
Cila Borges, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Cinda Gonda, docente adjunto da Faculdade de Letras da UFRJ
Cinthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Cláudia Alves Durans, professora da UFMA
Cláudio Luiz da Silva - Livreiro
Cleusa Santos, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ
Cynthia Rezende Soares Rodrigues - DCE - UFJF -Executiva Regional de Estudantes de Educação Física
Daniel Moreira Leal Raposo, Licenciado em educação física pela UFRJ, professor de judô do Clube Naval
Daniella de Jesus Silva Sciolla, estudante de Direito da UFF
Danielle de Almeida Galante Ferreira, estudante de Pedagogia da UFRJ
Danilo de Moura Dias Carneiro, professor de Artes Marciais
Dianne Fontanelli Cunha – professora de Educação Física da Escola de Educação Infantil da UFRJ
Dulce Rodrigues Daumas, pensionista
Edna Felix, diretora do SEPE
Eduardo Coutinho, professor da Escola de Comunicação da UFRJ
Elaine Campos Bonzoumet. Professora da rede Municipal do Rio de Janeiro
Elielsom Oliveira dos Santos, Bacharelando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Emerson Araújo, professor da UFPE e oposição à AdUFPE
Erickson Fernandes Borges, estudante de Licenciatura em Educação Física da UFRJ
Estevão Lopes Garcia, professor de Educação Física e coordenador de projeto na FIOCRUZ; mestrando em Educação - UFRJ
Fabiane Simão - Coordenadora geral DCE UERJ
Felipe Rodrigo Nicknig - Estudante de Educação Física - Faculdade de Educação Física/Universidade Federal de Goiás
Flavio Helder - Advogado
Frederico Falcão
Glória de Melo Tonácio, doutoranda em Educação-UFRJ; professora do Colégio Pedro II e do Ensino Superior/FAETEC; membro do LEME
Gualberto Tinoco "Pitéu", diretor do SEPE
Gustavo Oliveira dos Santos, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Hajime Takeuchi Nozaki - Prof. Adjunto Dep. Educação UFMS -CPTL
Helena Gryner, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Janete Luzia Leite, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ
Joana Lerner de Berredo - atriz - independente
João Paulo Araújo da Silva, Bacharelando em História - UFRJ
João Vitor Barreto Lima, estudante da EEFD UFRJ
Jonas Henrique Almeida da Silva - Professor de Educação Física da rede pública estadual e substituto do Colégio Pedro II - Unidade Tijuca I e II e militante da oposição sindical no SEPE
José Antonio Martins Simões, Professor do Instituto de Física da UFRJ, ex-presidente da AdUFRJ-Ssind
José Henrique Sanglard, professor da Escola Politécnica da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ
Joyce Andrade das Flores, DA de Farmácia da UFF
Juliana Falcão de Oliveira Cruz, professora de Educação Física
Julio Aldinger Dalloz, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Kamilla Ventura, estudante de Educação Física da UFRRJ e coordenadora do CALEF e da regional II da ExNEEF
Katia Laguna de Oliveira, professora de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Kátia Maria Diniz Araújo - Professora de Música do Colégio de Aplicação da UFRJ
Laila Thaíse Batista de Oliveira, membro do Centro Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Tiradentes - SE
Laura Souza Fonseca, professora DEE/FACED/UFRGS
Leandro Guimarães de Souza Dias - IUPERJ
Leandro Nogueira, coordenador do curso de Graduação em Educação Física da UFRJ; professor da EEFD
Leila Salim Leal, estudante da Escola de Comunicação da UFRJ
Leonardo Conceição Gonçalves, estudante de Educação Física da UERJ e coordenador geral da regional II da Ex
Letícia Cristina Campos Maciel - estudante de Economia - UFF
Ligia Conceição Gonçalves, dona de casa
Lionel dos Santos Feitosa Rodrigues, professor de Educação Física da rede municipal de Três Rios e da rede estadual do Rio de Janeiro
Livraria Antiquaria Quarup LTDA - Juiz de Fora - MG
Lucas de Moura Lopes, interno de medicina 6º ano, FCM-UERJ
Lucia Silva Kubrusly, professora do Instituto de Economia da UFRJ
Luís Mauro Magalhães, professor da UFRRJ
Luis Sergio Barbosa, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro e diretor do SEPE - Regional III
Luiz Carlos Baptista Machado Junior, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Luiz Carlos Baptista Machado, comprador de um restaurante no Flamengo/RJ
Maíra Leão da Silveira, licencianda em Geografia - UFRJ
Manuella Barbosa Feitosa - Professora substituta - UFJF
Marcello B. X., estudante da EEFD UFRJ
Marcelo Oliveira dos Santos, economista e funcionário da COMLURB
Marcos Anacleto da Silva -Técnico em Química- UFRJ
Marcos Anacleto da Silva -Técnico em Química- UFRJ
Maria Isabel Duarte Rodrigues, professora da Escola de Aplicação da UFPA
Marilene Machado Dutra, professora de História da rede municipal do Rio de Janeiro
Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Mayalu Matos Silva - Analista de Gestão - ENSP/ FioCruz
Mônica Jardim Lopes - Professora de Educação Física da Rede Municipal de Três Rios-RJ
Morgana Athaize da Silva, estudante de Educação Física da UFRJ
Paloma Sá de Castro Cornelio – Mestranda em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão
Paulo César dos Reis Marques, SINDSPREV
Paulo Tiago Neves dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Pedro Macedo Mendonça - Estudante de licenciatura da Escola de Música da UFRJ
Pedro Souto - Aluno do CAp-UFRJ
Pedro Souto - Aluno do CAp-UFRJ
Priscilla Rodrigues Daumas Marques, estudante
Rafael Araújo da Silva, Grupo de Estudos e Pesquisas Pedagógicas em Educação Física (GEPPEF UFMA)
Raoni Aragão, estudante de Educação Física da UFC e coordenador de divulgação e imprensa da ExNEEF
Raphael Rodrigues dos Santos Pequeno, estudante de Educação Física da UNESA e coordenador da regional II da ExNEEF
Regina H Simões Barbosa, professora do IESC-UFRJ
Renata Batista Canalle, Licencianda em educação física pela UFRJ
Renato Gonçalves, datilógrafo INSS-SINDSPREV
Ricardo Kubrusly, Professor do Instituto de Matemática-UFRJ, ex-diretor da AdUFRJ-Ssind
Roberta M. Nunes, estudante da EEFD UFRJ
Roberto Alves Simões, professor de Educação Física das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro
Robinson Pereira da Costa Filho, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Rodrigo Castelo Branco Santos, professor, doutorando da Escola de Serviço Social/UFRJ
Rodrigo de Souza Dantas Mendonça Pinto, professor da UnB
Ronaldo Lima Lins, diretor da Faculdade de Letras da UFRJ
Roz Irene Carneiro Leão da Silveira, psicóloga
Sandra Moreira, professora da UFPA e diretora da AdUFPA
Shuellen Sablyne Peixoto da Silva, estudante de Comunicação Social e coordenadora geral do DCE da UFAL
Simone Sousa Pimentel, professora da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro
Taisa Ferreira, Licenciada em Pedagogia - UEFS
Talita Rodrigues Daumas Marques – digitadora
Tatiana Borin, estudante de Educação Física da UFRGS
Tatiana Gomes da Costa, estudante de Ciências Sociais - UERJ
Tauan Nunes Maia - Estudante de Educação Física da UFF
Themis de Farias Nascimento, professora de Educação Física, FAETEC, Prefeitura do Rio
Thiago Coqueiro Mendonça, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Thiago Russo Lourenço, estudante da EEFD UFRJ - III período
Tibério Costa Machado, estudante da EEFD UFRJ
Vera Maria Martins Salim, Professora da COPPE/UFRJ, ex-vice presidente da AdUFRJ-Ssind
Vicente Saraiva - Aluno e integrante do Grêmio CAp/UFRJ
Víctor Lemos, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Victor Pontes, discente da Faculdade de Educação Física da UFJF, integrante do DCE UFJF e ex-candidato a prefeito de Juiz de Fora
Vinícios Costa Pereira, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro e mestrando em Educação - UFF
Vinicius Oliveira de Barros; Licenciado em Educação Física; Mestrando em Saúde da Criança e do Adolescente (FM/UFRJ)
Vivian Machado Dutra, Licencianda em Educação Física - UFRJ, coordenadora do CAEFD e da regional II da ExNEEF
Vivian Schmidt Pereira de Azevedo, Professora de Música, UFRJ
Viviane Silva Santos. Bacharel em direito. DPGE
Wilma Lúcia Rodrigues Pessôa, professora do Departamento de Sociologia da UFF
Zenilde Moreira B. de Morais, Professora UFRPE
Zuleide Fernandes de Queiroz, professora da URCA

Associação dos Servidores da FUNARTE
Centro Acadêmico 6 de outubro - Letras UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes da UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Comunicação da UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Música da UFRJ
Centro Acadêmico de Direito da UFRJ
Centro Acadêmico de Educação Física da UFG
Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ
Centro Acadêmico de História da UFRJ
Centro Acadêmico de Licenciatura em Educação Física da UFRRJ
Centro Acadêmico de Pedagogia da UFRJ
Centro Acadêmico de Psicologia da UFRJ
Centro Acadêmico de Serviço Social da UFRJ
Coletivo Marxista
Comuna do Outeiro da Glória
Cooordenação Nacional de Luta dos Estudantes
Coordenação Nacional de Lutas
Diretório Acadêmico Abel de Oliveira - Farmácia UFF
Diretório Central dos Estudantes da UERJ
Diretório Central dos Estudantes da UFF
Diretório Central dos Estudantes da UFG
Diretório Central dos Estudantes da UFJF
Diretório Central dos Estudantes da UFMG
Diretório Central dos Estudantes da UFRJ
Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
Grupo Além do Mito - UFAL
Juventude do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Movimento Nacional Contra a Regulamentação do Profissional de Educação Física - Núcleo Juiz de Fora (MNCR-JF)
Movimento Não Vou me Adaptar
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa
Movimento Universidade Crítica

PELA LIBERDADE DO EXERCÍCIO POLÍTICO NO CAP-UFRJ CONTRA A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA AO PROFESSOR GABRIEL

Em janeiro de 2008, o professor Gabriel Marques participou do processo seletivo para contratação temporária no Colégio de Aplicação da UFRJ, classificando-se em terceiro lugar. Após a desistência da segunda colocada, foi convocado para assumir a vaga, que prontamente foi aceita.
Ao longo do ano, o professor Gabriel cumpriu fielmente seu trabalho pedagógico: assiduidade e pontualidade; participação nas reuniões de setor; presença nos conselhos de classe, reuniões de pais, reuniões de série, plenárias pedagógicas; trouxe novidades para as aulas como a oficina de cama elástica e filmes para debate; envolvimento significativo nas Olimpíadas CApianas e na Semana de Arte, Ciência e Cultura; produziu trabalhos científicos e proferiu palestras; construiu uma saudável relação com a comunidade da Unidade etc.
Além de professor substituto, Gabriel possui papéis concomitantes na UFRJ, como estudante de Pedagogia e da pós-graduação em Educação Física Escolar. Desde o final do ano passado, Gabriel encontra-se como representante discente no Conselho Universitário (CONSUNI) da UFRJ e politicamente atua pelo Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.
Em suas mensagens eletrônicas veiculadas pela rede mundial de computadores, a assinatura de seu endereço eletrônico explicita seus papéis e seus agrupamentos políticos, a saber: professor de Ed. Física do CAp-UFRJ; CA de Pedagogia da UFRJ; Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa e Coletivo Marxista.
A Educação Pública brasileira tem sido alvo de constantes ataques que visam sucateá-la e favorecer os interesses privatistas. O neoliberalismo se apresenta em diversos projetos implantados nos últimos anos. O Governo Lula/PT, de maneira fatiada, implementa a Reforma Universitária. Sua última ação foi o Plano de Desenvolvimento da Educação e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), que, através de Decretos, são impostos ao conjunto da sociedade.
A Reitoria da UFRJ, afinada com Governo Lula/PT, tem realizado sucessivos golpes sobre a comunidade universitária, aprovando sua adesão de maneira atropelada e antidemocrática. Em 28 de agosto, o CONSUNI foi palco de grande manifestação discente contra as diretrizes do Plano Diretor (documento da Reitoria para adequar a UFRJ ao REUNI). Após esse ato público, Gabriel produziu um texto contendo fotos e posicionamentos políticos sobre a manifestação e os rumos da UFRJ. O texto foi enviado por mensagem eletrônica às listas do movimento estudantil e sindical, e a mensagem continha sua assinatura eletrônica de sempre.
Porém, no dia 1 de setembro, uma reunião do setor de Educação Física do CAp é convocada para a quarta seguinte, sem apresentar a pauta de discussão. No dia 3, estranhamente a reunião não conta com a presença dos dois demais professores substitutos e acolhe a participação de 2 professores do setor que não costumavam estar presentes. Nessa reunião, ocorrem cobranças e questionamentos ao professor Gabriel, sendo utilizada como material a mensagem eletrônica impressa, com as fotos e o texto acerca da manifestação contra o Plano Diretor, juntamente com sua assinatura, que continha “Professor Ed. Física do CAp-UFRJ”.
Em virtude de não haver nenhum tipo de encaminhamento e da reunião ser finalizada com o recado subliminar de que “você é inteligente o suficiente para saber o que tem que fazer”, trata-se claramente de uma maneira de constranger e pressionar politicamente as posições publicizadas pelo professor. Após esse acontecimento, foram encaminhadas diversas tentativas para realizar uma reunião com a Direção do CAp, a fim de solicitar esclarecimentos acerca de supostas cobranças políticas e/ou causa de fragilidade do setor de Educação Física por conta da atuação política do professor Gabriel. Os pedidos ora foram ignorados ora postergados. O professor procurou também a ADUFRJ-SSind ANDES, solicitando orientação jurídica e política e ainda espera um posicionamento do sindicato.
No dia 30 de setembro, o Conselho Pedagógico do CAp delibera seus pedidos de substitutos para o ano letivo de 2009. Ciente de que a decisão já havia sido tomada, Gabriel procurou a coordenação do setor por pelo menos três vezes para obter conhecimento da mesma. Apenas no dia 4 de novembro o coordenador do setor informa que, de maneira unânime, a opção do setor é não renovar seu contrato para 2009, sem explicitar os critérios pedagógicos, administrativos e/ou políticos, ratificando claramente uma prática antidemocrática, autoritária e de retaliação. Prática essa que se insere no cenário de criminalização e ataque à autonomia dos movimentos sociais, que atinge organizações de classe em todo o país durante o governo Lula/PT.
No ano em que a Unidade comemora 60 anos de existência, sendo referência para a Educação Pública do país, atitudes como essa apenas mancham a imagem do Colégio de Aplicação.
Cientes de que precisamos manter acesa a luta em defesa da Educação Pública, é preciso unirmos as forças para que o CAp não precise solicitar recursos financeiros aos pais para a compra dos materiais no cotidiano mas que os recursos públicos sejam enviados para tal finalidade; para que a quadra seja coberta para proteger os alunos do calor e da chuva; para que tenhamos concursos públicos para professores e não regime precário de contratação temporária etc.
Neste momento, portanto, manifestamos nosso repúdio à situação de perseguição política configurada e reivindicamos:

LIBERDADE DO EXERCÍCIO POLÍTICO NO CAP!
RENOVAÇÃO DO CONTRATO DO PROFESSOR GABRIEL!
MAIS VERBAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Participe da

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA
QUARTA-FEIRA, 12/11 ÀS 11:30
Em frente ao Colégio de Aplicação


Assinam esta carta:
CA de Educação Física e Dança da UFRJ;
CA de Pedagogia da UFRJ;
DCE Mario Prata;
Comuna do Outeiro da Glória;
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa;
Movimento Universidade Crítica;
Coletivo Marxista

sábado, 20 de setembro de 2008

Debate no CAp-UFRJ: eleições burguesas 2008

Sexta-feira 19 de setembro à tarde, cerca de 120 estudantes, professores, Licenciandos e funcionários do Colégio de Aplicação da UFRJ estiveram presentes no debate organizado pelo Grêmio Estudantil, que contou com a presença dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro Alessandro Molon (PT), Eduardo Serra (PCB), Chico Alencar (PSOL) e Ricardo Maranhão (PSB), vice de Jandira Feghalli (PCdoB).
Apesar da relutância dos debatedores, foi mantida a presença na mesa do Professor Estevão Garcia, representando o Coletivo Marxista na defesa do voto nulo.
Por conta da apresentação de questões que transcendem a participação política do conjunto da sociedade apenas no processo eleitoral, de 2 em 2 anos, a posição do Coletivo Marxista incomodou os demais candidatos, já que temáticas como a construção de um partido revolucionário e a necessidade de superação do sistema capitalista apareceram para diferenciar-se do debate superficial de propostas a partir de candidaturas comprometidas com financiamentos que direcionarão o mandato em favor da classe dominante.
Pudemos acompanhar a veemente defesa petista do REUNI, "que foi aprovado em todos os Conselhos Universitários pelo país, expressando a democracia, que é a vontade de uma maioria sobre a minoria", segundo Molon; perceber que Ricardo Maranhão não sabia do que se tratava; enquanto o PCB capitulou para essa política retrógrada imposta ao Ensino Superior.
Infelizmente, em alguns dos blocos, não foi permitida a expressão da defesa do voto nulo, sob a alegação de que as perguntas possuíam relação com o programa das candidaturas. Apesar de equivocada decisão da organização do debate, permanecemos na mesa e Ricardo Maranhão provocou a posição política apelando para aspectos morais: "Estevão, não é possível que dentre 12 candidatos nenhum preste".
A matéria sobre o debate que aparece na edição de sábado do Jornal do Brasil expressa a importância que teve a presença do Coletivo Marxista na atividade. Quando acompanhamos toda a propaganda burguesa a fim de convencer a sociedade de que todos somos iguais e podemos decidir os rumos da cidade escolhendo os melhores candidatos, de que não existe patrão ou empregado etc., é importante aprofundarmos a realidade concreta de uma sociedade que se divide entre exploradores e explorados e que culmina em conseqüências nefastas para a maioria da humanidade.

Portanto, apresentamos a defesa do voto nulo para vereadores e prefeitos, conclamando a classe trabalhadora para a construção de um partido revolucionário, que possibilite a real transformação material da nossa realidade e a participação política e decisória nos rumos de uma nova sociedade.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Moção de Apoio à ocupação estudantil da Reitoria da UFSJ

Por conta da famigerada implementação da agenda neoliberal, é notório o decréscimo de investimentos na Educação Pública em nosso país. Nas Universidades, acompanhamos a ausência e o congelamento de bolsas acadêmicas e de assistência estudantil; a inexistência ou altos valores cobrados nos restaurantes universitários; e inexistência ou insuficiência de vagas para os estudantes ficarem alojados, acarretando acirradas disputas entre os alunos para a obtenção da vaga.

Diante desse quadro, os estudantes da UFSJ apresentam duas demandas concretas, como alimentação e moradia. Infelizmente, a administração da instituição insiste em apresentar outras demandas, cujos escusos interesses de serviços privados aparecem para abocanhar as suas fatias de lucratividade.

Ratificando que apenas através da luta podemos conseguir nossos reais objetivos, o COLETIVO MARXISTA envia sua manifestação de apoio à ocupação estudantil, conclamando os estudantes da UFSJ para a luta contra o REUNI e a Reforma Universitária e para a reorganização do Movimento Estudantil, por fora e contra a União Nacional dos Estudantes, construindo o Congresso Nacional dos Estudantes e consolidando nossas vitórias a partir da criação de uma nova entidade estudantil.

Moção de Apoio à Greve Estudantil da UNIR

A ascensão de Lula/PT ao poder demonstra um diferencial no cenário nacional, visto que a implementação das medidas neoliberais concretizadas anteriormente por FHC/PSDB prosseguem com mais força, ao passo que a organização dos trabalhadores para combatê-las é freada por conta da cooptação de nossos antigos instrumentos de luta, como a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores.

Na Educação, acompanhamos o processo de Reforma Universitária, de maneira fatiada, que visa precarizar a Educação pública e privilegiar os setores privados, cuja lógica é a obtenção do lucro através da mercadoria do ensino. Depois de diversas medidas como o ProUni, o SINAES/ENADE, a Lei de Inovação Tecnológica, o Decreto das Fundações etc., no segundo mandato, Lula e o ministro Fernando Haddad demonstram que os ataques serão ainda maiores, implementando através do Decreto 6094/07 o Plano de Desenvolvimento da Educação e do Decreto 6096/07 o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (REUNI).

Para aderir ao REUNI em troca de parcas migalhas, acompanhamos nossas subservientes Reitorias utilizando formas arbitrárias na institucionalidade arcaica e conservadora dos Conselhos Universitários, com apoio policial e de seguranças, além da CUT e da UNE. Essas formas não estão dissociadas do conteúdo nefasto que é apresentado pelo Governo para atender às orientações dos organismos internacionais.

Registramos aqui todo o apoio do COLETIVO MARXISTA aos estudantes da Universidade Federal de Rondônia, que deflagraram o instrumento da greve para defender a Educação Pública, conclamando à luta contra o REUNI de Lula; a organizar a juventude por fora e contra a UNE participando da construção do Congresso Nacional de Estudantes; a lutar por cada ponto da pauta de reivindicações, como o Restaurante Universitário, concurso para professores etc., demonstrando a importância de consolidarmos o novo Movimento Estudantil através da criação de uma nova entidade, que impulsione nossa retomada de lutas e alcance vitórias concretas para a juventude aguerrida de nosso país.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Moção de Apoio aos Estudantes da UnB

Criada e pensada para servir como um modelo, em 2008 a Universidade de Brasília protagonizou espaços midiáticos de maneira significativa. Os escândalos envolvendo a Reitoria da instituição e as fundações ditas de apoio fazem-nos perceber os malefícios da privatização e da precarização da educação oriundos das opções político-econômicas de Lula da Silva/PT e toda sua coalizão governista e oposicionista, que apenas corroboram para privilegiar os interesses de pequena parcela da sociedade.

A resistência organizada pelos estudantes na quinta-feira 3 de abril potencializa os avanços para a conquista de vitórias concretas. Às vésperas dos 40 anos de maio de 1968, é preciso identificarmos a importância de uma análise concreta da realidade ao nosso redor, onde vivenciamos um momento de reorganização das lutas após a ascensão de Lula/PT e a degeneração dos antigos instrumentos de luta como a UNE e a CUT.

Apoiamos a pauta de reivindicações dos estudantes, ratificando a importância de se discutir os rumos das Universidades Federais, sendo contrários à ReformaUniversitária em curso e o REUNI, mudanças que legalizam inclusive a possibilidade da corrupção descoberta, já que o Governo Federal implementou o Decreto das Fundações.

As renúcias do Reitor e do Vice-Reitor já são reconhecidas vitórias, mas não podemos nos dar por satisfeitos nesse momento em que a comunidade acadêmica e a opinião pública se colocam favoravelmente às atividades de resistência. É possível avançar ainda mais através das lutas, onde demonstramos a possibilidade de mudar as vidas.

Todo nosso apoio à Ocupação da UnB, contra as Fundações 'de apoio' e o REUNI.
COLETIVO MARXISTA

segunda-feira, 17 de março de 2008

Nova entidade estudantil: uma necessidade para avançar nas lutas

O ano de 2007 foi, sem dúvida, um marco para o movimento estudantil brasileiro. A retomada das lutas em patamar significativamente superior aos últimos anos, que recolocou o ME na cena política nacional, exige da esquerda um profundo e responsável balanço. Para além do super dimensionamento e da agitação esvaziada, que exalta vitórias a qualquer custo, devemos refletir sobre os avanços e limites do processo de lutas pelo qual passamos, para que tenhamos condições concretas de identificar nossas debilidades e avançar em sua superação.

O movimento estudantil brasileiro, assim como o conjunto da esquerda do país, entra em uma nova fase após a ascensão de Lula/PT ao governo federal. Diferente dos anos anteriores, quando estava minimamente unificada na resistência ao neoliberalismo, a partir de 2003 a esquerda entra em um período de perda de referências e de necessidade de reorganização, diante da falência do projeto hegemônico petista ancorado na perspectiva da eleição de Lula. Com a passagem definitiva de Lula, PT e seus aliados para a direita, com sua conversão em agentes da burguesia responsáveis pela implementação dos ataques da política neoliberal, a esquerda se vê diante de um momento em que o velho não serve mais e o novo ainda não existe. Coloca-se, aí, sua tarefa: derrotar o velho movimento, convertido em inimigo de classe, e construir o novo a partir de uma perspectiva independente e classista.

Especificamente no campo da educação, o primeiro mandato de Lula/PT é recheado de ataques. O início da implementação da Reforma Universitária de maneira fatiada, através de Medidas Provisórias e Decretos, pega o movimento ainda desarticulado. De um lado, a União Nacional dos Estudantes como fiel defensora de toda a política neoliberal do governo, atuando para legitimar a destruição da universidade pública junto aos estudantes. De outro, a então “esquerda do PT”, com sua linha de “disputa do governo”, permanecia imobilizada e atuando como linha auxiliar do governo, esperando uma “outra Reforma Universitária” e assistindo de camarote o desmonte da educação superior, já que não tinha a independência necessária para combatê-lo.

Como expressão da necessidade de construção do novo, surge a Conlute em 2004. Naquele momento, é dado o pontapé inicial na luta contra a Reforma Universitária e a nova ferramenta serve para aglutinar os setores combativos do movimento estudantil, dispostos a derrotar o governo e suas políticas neoliberais. A Conlute consegue avançar, consolidando-se no dia-a-dia das lutas, realizando uma série de atividades e efetivamente organizando o movimento para o embate com o governo e a UNE, compreendendo a necessidade de derrotá-la por ser o principal elemento de conferência de legitimidade à política neoliberal de Lula/PT. O entendimento de que a luta não devia ser apenas por fora, mas também contra a UNE ganhava espaço, dada a identificação da entidade como grande diferencial do governo Lula e elemento central de garantia da aplicação de suas políticas neoliberais.

Porém, a atuação ainda incipiente da Conlute - porque nova e fruto de um processo de reorganização ainda em desenvolvimento - aos poucos se direciona ao marco superestrutural, apenas propagandístico, e diminui a força outrora crescente no cenário nacional. A política do setor majoritário na Coordenação, o PSTU, é de esvaziá-la enquanto alternativa concreta em favor da construção de fóruns conjuntos com a “esquerda do PT” e o nascente PSOL, com o falido “Movimento Vamos Barrar Essa Reforma” - que, diante da total falta de acordo na política entre os setores que o compunham, nada fez de concreto para organizar a luta em defesa da educação.

Frente de Luta e a artificialidade da “unidade”

No final de 2006, surge a Frente Nacional de Luta Contra a Reforma Universitária, amplamente festejada pelos seus setores majoritários, PSTU e PSOL, como a “reconstrução da unidade no movimento estudantil”. Obviamente, a unidade contra as políticas neoliberais de Lula/PT, entre todos aqueles que queiram combatê-las, é fundamental para avançarmos nas lutas. Nesse sentido, a Frente de Luta cumpriu um importante papel. No entanto, devemos fazer uma reflexão que dê conta de avaliar o conjunto das tarefas colocadas para o movimento estudantil brasileiro.

Ao identificarmos a necessidade de construção de uma alternativa de luta capaz de derrotar a UNE e reunificar o movimento estudantil combativo por um viés classista, as limitações da Frente são facilmente constatadas. Se o instrumento é importante por conseguir organizar as lutas em seu nível imediato, precisamos, em contrapartida, ter a clareza de que é incapaz de levá-la às suas últimas conseqüências e, assim, responder às tarefas colocadas para o movimento estudantil.

Isso porque a questão da reorganização não é apenas superestrutural, não é um adendo, não é uma questão externa e diferente das lutas que travamos no dia-a-dia. Pelo contrário: dada a especificidade do governo Lula/PT (sua penetração no movimento estudantil, que o permite atacar a juventude com a legitimação e sustentação de parte da categoria), este debate interfere diretamente na nossa capacidade ou não de alcançar vitórias nas nossas lutas imediatas. Aí está a questão: a criação de uma alternativa para o movimento estudantil está diretamente relacionada às nossas lutas diárias e, por isso, deve determinar o CONTEÚDO de tais lutas, e não ser tratada como uma questão à parte, que pode ser abandonada quando for conveniente ou deixada “para depois”. Da nossa conseqüência com este debate, insistimos, depende o nosso sucesso nas lutas concretas e diárias contra o governo e suas políticas.

E o que representa a Frente de Luta nesse cenário? Por um lado, a óbvia explicitação da impossibilidade de se tocar qualquer luta por dentro da UNE e da necessidade de construção de novos instrumentos para organizar nacionalmente a luta do movimento estudantil. Por outro, um reflexo recuado, do ponto de vista político, de toda potencialidade desse processo. Justamente por basear-se em unidade artificial, que não corresponde a um entendimento comum das tarefas e necessidades do movimento estudantil, a Frente só se sustenta com a manutenção artificial de tal unidade.

Isso impõe a todos os estudantes que participam de sua construção uma estrutura extremamente burocrática e limitadora do ponto de vista político, da qual o maior exemplo é o sistema de deliberações apenas por consenso. Na prática, esse sistema corresponde aos acordos firmados entre PSTU e PSOL, que, muito longe de representarem uma unidade real – um entendimento comum sobre os objetivos do movimento e a elaboração de táticas conjuntas para alcançá-los –, impõem artificialmente as resoluções para o movimento. Em muitos espaços, as resoluções “de consenso” já são apresentadas a priori e os estudantes não podem sequer se manifestar, elaborar novas propostas e intervir politicamente. Ou seja, para “manter a unidade”, o movimento como um todo é impedido de refletir sobre si mesmo e de pautar qualquer questão que possa ameaçar a frágil e artificial “unidade” firmada entre PSTU e PSOL. E, nos raros casos em que não há consenso entre as correntes, as polêmicas não podem ser avaliadas politicamente pelo conjunto do movimento: elas simplesmente emperram a tomada de qualquer posição pela Frente e impedem que uma série de importantes posicionamentos políticos e ações sejam definidos.

2007: um balanço conseqüente da retomada do ME

É neste cenário de potencialidades, debilidades e indefinições que se desenvolvem as importantes lutas do último ano. Como dissemos, de nosso ponto de vista um balanço conseqüente desse processo deve abandonar a esvaziada agitação, que nos obriga a comemorar vitórias e pintar um cenário de maravilhas, para apontar concretamente nossos avanços, dificuldades e retrocessos e, assim, permitir que avancemos objetivamente em nossas lutas.

A intensificação dos ataques ao sistema educacional, consolidada pela ofensiva do setor privado com sustentação dos governos, se manifestou através dos decretos do Governo Serra/PSDB nas estaduais paulistas, do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Instituições de Ensino Superior (REUNI) de Lula/PT nas universidades federais e dos aumentos de mensalidades, demissões de professores e precarização das condições de ensino nas universidades particulares. O Movimento Estudantil, mais avançado em seu processo de reorganização e menos imobilizado do que nos primeiros anos do governo Lula/PT, conseguiu construir uma aguerrida resposta a tais ataques, que o recolocaram no cenário político nacional e alavancaram as lutas a um patamar superior às travadas nos últimos anos. Exemplos disso foram as passeatas, greves e, principalmente, as ocupações de Reitoria que se espalharam por todo o país.

No entanto, tais manifestações, que tiveram o mérito de fortalecer enormemente o movimento estudantil, ainda foram, em grande parte, insuficientes para garantir vitórias concretas e barrar os ataques à educação. O Reuni, grande expoente de todo o processo, foi aprovado em grande parte das universidades federais. É claro que não fomos definitivamente derrotados, que a luta contra o Reuni e as políticas do governo continuará e, inclusive, será muito fortalecida pelas mobilizações de 2007. Mas a compreensão de que o movimento ainda foi débil para garantir vitórias concretas é fundamental para que possamos fortalecê-lo.

A principal dificuldade enfrentada pelo movimento estudantil neste processo de lutas, que o impediu de atingir todas as suas potencialidades e alcançar vitórias concretas, foi, sem dúvida, a incapacidade de se conferir um caráter nacional às lutas. Por mais que tivéssemos, no auge do processo, diversas reitorias de universidades ocupadas simultaneamente, a luta ainda permanecia restrita às universidades, e não se unificou como uma única e mesma luta contra o governo. É daí que se depreende, claramente, a importância da construção de uma nova entidade para avançarmos concretamente em nossas lutas.

Construção de uma nova entidade: superar o “círculo vicioso” em que se encontra o ME


Mas como se dará a construção de uma nova entidade? Diversos setores do movimento têm argumentado, corretamente, que este não pode ser um processo artificial, superestrutural, que apenas crie uma nova direção para o movimento. Uma entidade surgida nesses marcos, sem dúvida, não seria capaz de reorganizar pela base o movimento estudantil.

Mas é justamente aí que o movimento estudantil entra no “círculo vicioso” que o mantém preso às suas próprias debilidades. Se nós temos clareza de que uma nova entidade não pode ser construída artificialmente e, igualmente, percebemos a grande necessidade de construí-la para obtermos vitórias em nossas lutas concretas, é nossa tarefa ir para o dia-a-dia das lutas, discutir com cada DCE, cada executiva de curso, ir a cada centro acadêmico, cada sala de aula, travar este debate com os estudantes, relacionando a necessidade da nova entidade com a concreticidade das mobilizações que construímos.

No entanto, o que observamos é este debate sendo relegado a um segundo plano pela corrente majoritária da Conlute, abandonado, tratado como algo externo à realidade das lutas e prejudicial à “unidade” da Frente de Luta. Assim, ele nunca deixa de ser artificial. E, como ainda é artificial, o movimento não pode decidir por dedicar-se à construção de uma nova entidade, porque não queremos que ela seja superestrutural. Está fechado o círculo, e o movimento fica preso às suas limitações.

Para que o círculo seja rompido e o movimento estudantil possa avançar, é necessário compreendermos a construção de uma nova entidade e as lutas de base como um único e mesmo processo. É justamente por isso que não podemos abandonar o debate da reorganização para construir “unidades” artificiais, em marcos rebaixados, que ignoram uma necessidade real do movimento estudantil e deixam a importante tarefa política da reconstrução de um movimento unificado nacionalmente “para depois”, um futuro abstrato e distante e, assim, impedem que as próprias lutas que estariam supostamente sendo “garantidas” e “privilegiadas” alcancem seus objetivos.

Exemplo disso é a retomada de diversos DCEs, que estavam nas mãos do governismo, em todo o país no último ano. As autoproclamadas “chapas da Frente de Luta”, vitoriosas em muitos processos eleitorais, representam a potencialidade de avanço das lutas contra o governo e, ao mesmo tempo, a incorreta opção por descolar o debate do enfrentamento ao governo da discussão da reorganização do movimento estudantil, ignorando o fato de esta questão influenciar direta e decisivamente a luta concreta em defesa da educação.

Defendemos, portanto, a construção de uma nova entidade pela base. Para isso, precisamos assumir essa tarefa e, mais do que isso, a responsabilidade de imprimir ao dia-a-dia de nossa militância o conteúdo político da construção desta nova entidade. Apenas assim ela surgirá do calor das lutas e não será artificial.

Em 2008, será nossa tarefa central para a reorganização do movimento estudantil a construção de um grande Congresso Estudantil, com tiragem de delegados em cada sala de aula do máximo de universidades públicas e privadas e colégios pelo país, a fim de discutir todas as pertinentes questões vivenciadas pelos lutadores no último período. Este Congresso é imprescindível para impulsionar as lutas que alavancaremos no transcorrer do ano, para reunir e representar uma grande parcela do corpo discente de nosso país. Acreditamos que o Congresso deve ser convocado com a preocupação de discutir os rumos e tarefas do movimento estudantil e, portanto, deve pautar o debate da criação de uma nova entidade nacional para o ME.

Obviamente, queremos um espaço autônomo e soberano para avaliar se este é ou não o melhor momento para a fundação da entidade. Mas, se temos a clareza de que esta é uma necessidade objetiva, devemos, desde já, criar as condições para que o Congresso seja o marco conjuntural e o espaço de criação de uma nova entidade nacional, que supere a atual (pouca) organicidade da Conlute, estando efetivamente presente no dia-a-dia das lutas e reunificando o movimento por um viés classista.

É nossa tarefa, portanto, sermos conseqüentes com o debate da reorganização e da construção de uma nova alternativa para o ME desde já, assumindo o compromisso político de construir esse debate pela base desde o início deste semestre. É importante que nos entendamos enquanto vanguarda de um processo em curso e se não temos os estudantes convencidos de que é preciso construir um novo Movimento Estudantil, através da construção de uma nova entidade, é nosso papel, nossa tarefa, nosso desafio elaborar e criar sólidos argumentos para convencer nossos colegas. Não solidificar esse processo é rumar para o caudismo, estar na retaguarda da reorganização dos estudantes, não na vanguarda. É possível sonhar, ousar, lutar e vencer, mas precisamos criar e recriar os instrumentos para atingirmos nossos fins.

Coletivo Marxista