segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Entrevista sobre a Greve dos Trabalhadores da Educação em rádio uruguaia
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Solidariedade do PRML-Argentina aos profissionais da Educação
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Pela anulação do Plano de Carreira de Paes e contra a Violência do Estado
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Avaliação do I Congresso da CSP- CONLUTAS
De 27 a 30 de março de 2012, a esquerda organizada e combativa reuniu-se na Estância Árvore da Vida, Sumaré – SP, no I Congresso da CSP-Conlutas, com o objetivo de avaliar os dois últimos anos vividos desde a sua fundação como central sindical e popular, para a partir daí organizar a classe para as lutas do próximo período. Refletir, também, sobre a ação desta mesma esquerda nos anos anteriores a 2010, retirar dessas experiências lições e avançar na luta dos próximos anos com um projeto de ação coerente com as necessidades da classe trabalhadora, movimentos populares e juventude compõem os objetivos do Congresso.
sábado, 4 de junho de 2011
PELA LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS BOMBEIROS PRESOS!
FORA CABRAL!
O Governo Estadual de Sergio Cabral mostrou mais uma vez sua política truculenta e repressora que se expressou hoje na prisão de mais de 400 bombeiros que estavam ocupados no quartel central no Rio de Janeiro. O governo manteve sua postura violenta ao entrar no quartel jogando bombas de gás lacrimogêneo e agredindo fisicamente os manifestantes, dentre estes, crianças e mulheres.
Os bombeiros reivindicam reajuste salarial (hoje o menor piso salarial do país), melhores condições de trabalho e equipamentos básicos para suas funções. Depois de mais de um mês em greve, os bombeiros saíram da greve esperando uma negociação com o governador Sergio Cabral, e a resposta foi mais agressão aos trabalhadores.
Vivemos um momento de crescente repressão e criminalização de diversas mobilizações em todo país. A situação dos bombeiros do Rio de Janeiro não está descolada dos constantes assassinatos de lideranças dos movimentos do campo no Norte do país, da repressão à Marcha da maconha em São Paulo e da prisão política dos 13 manifestantes do ato contra o OBAMA, entre tantos outros exemplos. Trata-se, portanto, de um cenário nacional que tem como responsáveis os governos municipais, estaduais e o governo Dilma/PT.
Chamamos e nos somamos a todas as ações de solidariedade à luta dos bombeiros – RJ, que reivindiquem a libertação imediata dos presos, o atendimento de suas pautas e que coloquem em xeque o governo Cabral e sua política de criminalização daqueles que lutam por seus direitos. Não podemos aceitar tamanha truculência deste governo. O Coletivo Marxista deixa aqui seu repúdio ao Governo Sergio Cabral e sua solidariedade à luta dos bombeiros – RJ.
TODOS À MANIFESTAÇÃO EM SOLIDARIEDADE AOS BOMBEIROS: DOMINGO, 5 DE JUNHO, ÀS 9h, NA ALERJ!
VIVA A LUTA DOS BOMBEIROS – RJ!
Coletivo Marxista
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
SEPE: avaliação de 2009 e perspectiva das lutas para 2010
A partir do projeto de lei do governo Cabral que propunha a quebra do plano de carreira dos professores e a incorporação do “Nova Escola” em parcelas anuais até 2015 – um aprofundamento do arrocho salarial e da superexploração, forte golpe nas condições de trabalho dos profissionais e na qualidade da Educação da rede – professores, funcionários e estudantes da rede estadual se mobilizaram e determinaram o início da greve em Assembleia.
Assembleia dos Profissionais de Educação do Estado do RJ - SEPE
O movimento grevista obteve conquistas importantes, apesar de não ter saído vitorioso em pautas fundamentais. Conseguimos garantir a manutenção do aumento de 12% entre os níveis do plano de carreira dos professores 16h, a implementação do plano de carreira para os professores 40h e o aumento salarial significativo dos animadores culturais. No entanto, não conquistamos o plano de carreira para os funcionários administrativos nem o reajuste salarial necessário destes profissionais. A luta sindical que travaremos em 2010 precisa ter como um dos eixos centrais a incorporação destes profissionais no plano de carreira estadual e seu reajuste salarial.
Destacamos a atuação dos militantes do Coletivo Marxista ao enfatizar a necessidade de luta em apoio aos profissionais de educação perseguidos pelas direções escolares e coordenadorias devido à sua atuação na greve para, assim, protegermos os lutadores sindicais e garantirmos, com o exemplo positivo da vitória, o crescimento e fortalecimento do movimento sindical combativo.
A situação de rede municipal carioca também necessita de organização e mobilização para a resposta política de seus profissionais diante das ações dos governantes. O governo Paes logo cedo demonstrou seu caráter e o objetivo de aprofundamento das reformas neoliberais de privatização e flexibilização/precarização das relações de trabalho por meio do projeto de lei das OS’s. A luta de professores, funcionários e estudantes retirou as escolas municipais do projeto de lei (exceto provões e projetos) que as entregaria à administração direta das “Organizações Sociais”, mas quase todos os outros setores públicos municipais foram mantidos.
Neste fim de ano, já em Dezembro, recebemos a resolução municipal que apresentou mecanismos criados pela Secretaria Municipal de Educação para reeditar a “aprovação automática”, com nova roupagem. Além disso, o governo deve apresentar neste início de 2010 a proposta de plano de carreira e mudança na carga-horária dos professores da rede, o que possivelmente ocorrerá no período de férias escolares. É preciso levantar a rede municipal para lutar em defesa da qualidade da Educação pública, por melhores condições de trabalho e direitos para professores e funcionários.
Para avançar nas lutas sindicais, devemos identificar o que precisa ser realizado pelo SEPE neste ano de 2010. A intensificação do trabalho de base e organização dos profissionais de educação em suas regiões, comunidades e locais de trabalho precisa ser prioridade, fortalecendo a organização dos trabalhadores de forma independente dos governos e instituições de caráter burguês. Neste sentido, a direção majoritária do Sindicato não pode reforçar a crença dos trabalhadores nas instituições da democracia burguesa, como a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) – uma tarefa já cumprida pelos representantes da CUT e do governo Lula/PT no Sindicato. Nossa relação deve ser de enfrentamento crítico e classista com as mesmas.
Ato dos Profissionais de Educação do Estado do RJ durante a greve
Façamos de 2010 um ano de intensa luta pela organização da classe trabalhadora de forma independente da burguesia e instituições que sustentam a sociedade burguesa!
Coletivo Marxista
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Coletivo Marxista apóia a greve dos profissionais da Educação no Rio de Janeiro
A realidade do sistema educacional no Estado do Rio de Janeiro é bastante perversa: salários achatados para os profissionais da Educação de um lado, infra-estrutura conturbada (transporte, alimentação, materiais didáticos, uniforme) para os estudantes de outro. Apenas para ilustrar, na década de 1980, o salário dos professores equivalia a cerca de 5 (cinco) salários mínimos. Atualmente, levando em consideração os descontos e os gastos com transportes—os educadores não possuem benefício como vale-transporte—os professores que ingressam na rede estadual recebem menos que um salário mínimo! Não é para se estranhar os dados apresentados pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE): apenas no mês de agosto, 32 (trinta e dois) professores pediram exoneração diariamente, totalizando a perda de aproximadamente 1.000 (mil) docentes.
Lula, Cabral e Paes: agentes da burguesia e inimigos da Educação.

Contra a privatização da Educação e em defesa de condições salariais
O Governador Sergio Cabral, durante as eleições burguesas de 2006, enviou carta endereçada aos profissionais da Educação com uma plataforma de promessas, caso fosse eleito. Foi eleito e não cumpriu. Aqui concretizamos: nenhuma ilusão na democracia burguesa! Nesse segundo semestre de 2009, terceiro ano de mandato do Governador, foi apresentado o Projeto de Lei 2474/2009, que incorpora a gratificação do Nova Escola apenas ao longo de seis anos e diminui o percentual de 12% para 7,5% do aumento conquistado pela categoria ao mudar de nível no Plano de Carreira. Há anos tais profissionais não possuem reajuste salarial e a proposta apresentada, além de não contemplar, retira ganhos conquistados pelos trabalhadores com muita luta, suor e sangue. Enquanto isso, o dispêndio de recursos por meio do projeto de “informatização da educação” favorece setores privatistas: são laptops e microfones para professores, computadores para salas de aula e laboratórios, obras de climatização nas salas de aula. Majoritariamente acima do preço de mercado, tais aquisições garantem a lucratividade da iniciativa privada, de empresários aliados ao Governador e seus asseclas. É nítido o processo de privatização da Educação.

A resposta dos profissionais da Educação precisa transcender os limites que a classe dominante nos apresenta. A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) não é a nossa casa. Nosso quintal, nossa sala, nosso quarto são as ruas! O debate que alguns setores têm feito de que vamos reverter nas urnas no próximo ano e estabelecer uma espécie de vingança com o governador e deputados que votarem contra a Educação está equivocado. A ALERJ também está submissa à lógica de exploração e opressão de uma minoria sobre a maioria. Apenas a nossa mobilização, a pressão, a presença nas ruas podem conquistar vitórias para a categoria! Só a luta muda a vida.
No dia 22 de agosto, 300 (trezentos) profissionais estiveram reunidos em Assembléia para discutir os rumos de nossa campanha. Após esse espaço, tivemos paralisação, ato na ALERJ e Assembléia no dia 26 de agosto, reunindo quase 1000 (mil) manifestantes. Novas paralisações ocorreram nos dias 01 e 02 de setembro, de onde saiu a deliberação de greve de 48 (quarenta e oito) horas nos dias 08 e 09 de setembro, com passeata. A luta cresce diariamente e o reflexo dessa correta orientação de mobilizações tem ocasionado uma grande adesão dos profissionais da Educação.

Ontem, 08 de setembro, entre três e quatro mil manifestantes—dentre professores, funcionários, aposentados e estudantes—caminharam em passeata da Candelária até a ALERJ, demonstrando a força do movimento. Lá, acompanhamos cenas de barbárie contra os manifestantes. A Polícia Militar e a Tropa de Choque, defensoras da propriedade privada, da ordem vigente e do Estado Burguês, atacaram os manifestantes com gás de pimenta, bombas e acertaram um dos presentes com um tiro de bala de borracha! No total, 13 feridos pela ação truculenta da PM e da Tropa de Choque - nove professores, dois estudantes e dois fotógrafos. Na ALERJ, a opção dos deputados foi manter os 12% da mudança de nível e mexer em detalhes do PL 2474, que em praticamente nada modificaram a proposta do Governador (mantendo a incorporação em 7 parcelas ao longo de 6 anos). Entendemos sim como uma vitória a manutenção dos 12%, mas podemos e devemos arrancar mais conquistas para os educadores. Defendemos, portanto, a incorporação total e imediata do Nova Escola ao vencimento básico!
Apoiamos a greve! Repudiamos a Polícia Militar e a Tropa de Choque!
Para finalizar, repudiamos o brutal ataque repressor da Polícia Militar e da Tropa de Choque durante a manifestação, que confirmam a truculência do Governo Sérgio Cabral/PMDB e o seu trato com os profissionais da Educação. É tempo de resistirmos aos ataques, fortalecermos a greve e arrancarmos ainda mais conquistas para os trabalhadores!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Avaliação das lutas na UERJ
Estamos em mais um momento histórico para o conjunto dos trabalhadores do serviço público estadual do Rio de Janeiro. Trabalhadores e Estudantes da UERJ encontram-se mobilizados em prol de uma Universidade fora da mira dos patrões. Há dois anos esperando um posicionamento de negociação por parte do governo do Estado no que tange a oxigenação do funcionalismo da UERJ, nada se tem de concreto.

