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terça-feira, 26 de julho de 2011

No Rio de Janeiro, estamos presentes nas Lutas!

Nos últimos meses, os trabalhadores do Rio de Janeiro têm desencadeado importantes processos de luta, defendendo melhores salários, mais direitos e melhores condições de trabalho. O Governador Sérgio Cabral/PMDB não apenas implementa políticas de arrocho salarial, de precarização dos serviços públicos essenciais à população como destemperadamente xinga os servidores estaduais, como os profissionais da Educação, os bombeiros e os trabalhadores da Saúde.

O COLETIVO MARXISTA tem participado das lutas no Estado do Rio de Janeiro e considera fundamental o enfrentamento ao governo burguês de Sérgio Cabral/PMDB, grande aliado da presidenta Dilma Rousseff/PT.

No Rio de Janeiro, é tempo de construirmos uma GREVE GERAL, em defesa de melhores salários e dignidade à classe trabalhadora! FORA CABRAL!

Confira algumas de nossas intervenções nas manifestações:

26 de junho - Ato Unificado dos Servidores Estaduais no Aterro do Flamengo


05 de julho - Passeata dos Profissionais da Educação - Concentração no Largo do Machado


15 de julho - Ocupação da Rua da Ajuda


Leia nossa declaração política sobre o processo de Lutas no Rio de Janeiro -> http://coletivomarxista.blogspot.com/2011/07/lutas-no-rio-de-janeiro-apontamentos_21.html

sábado, 4 de junho de 2011

PELA LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS BOMBEIROS PRESOS!


FORA CABRAL!


O Governo Estadual de Sergio Cabral mostrou mais uma vez sua política truculenta e repressora que se expressou hoje na prisão de mais de 400 bombeiros que estavam ocupados no quartel central no Rio de Janeiro. O governo manteve sua postura violenta ao entrar no quartel jogando bombas de gás lacrimogêneo e agredindo fisicamente os manifestantes, dentre estes, crianças e mulheres.


Os bombeiros reivindicam reajuste salarial (hoje o menor piso salarial do país), melhores condições de trabalho e equipamentos básicos para suas funções. Depois de mais de um mês em greve, os bombeiros saíram da greve esperando uma negociação com o governador Sergio Cabral, e a resposta foi mais agressão aos trabalhadores.


Vivemos um momento de crescente repressão e criminalização de diversas mobilizações em todo país. A situação dos bombeiros do Rio de Janeiro não está descolada dos constantes assassinatos de lideranças dos movimentos do campo no Norte do país, da repressão à Marcha da maconha em São Paulo e da prisão política dos 13 manifestantes do ato contra o OBAMA, entre tantos outros exemplos. Trata-se, portanto, de um cenário nacional que tem como responsáveis os governos municipais, estaduais e o governo Dilma/PT.


Chamamos e nos somamos a todas as ações de solidariedade à luta dos bombeiros – RJ, que reivindiquem a libertação imediata dos presos, o atendimento de suas pautas e que coloquem em xeque o governo Cabral e sua política de criminalização daqueles que lutam por seus direitos. Não podemos aceitar tamanha truculência deste governo. O Coletivo Marxista deixa aqui seu repúdio ao Governo Sergio Cabral e sua solidariedade à luta dos bombeiros – RJ.


TODOS À MANIFESTAÇÃO EM SOLIDARIEDADE AOS BOMBEIROS: DOMINGO, 5 DE JUNHO, ÀS 9h, NA ALERJ!

VIVA A LUTA DOS BOMBEIROS – RJ!


Coletivo Marxista

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

SEPE: avaliação de 2009 e perspectiva das lutas para 2010

O ano de 2009 chegou ao fim, tendo sido marcado por dias de grandes desafios para os profissionais de educação e pela necessidade de intensa luta sindical. Em nosso trabalho no SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), lutamos frente aos ataques dos governos estadual de Sérgio Cabral/PMDB e municipal de Eduardo Paes/PMDB, num cenário mundial de crise econômica do capitalismo.

A partir do projeto de lei do governo Cabral que propunha a quebra do plano de carreira dos professores e a incorporação do “Nova Escola” em parcelas anuais até 2015 – um aprofundamento do arrocho salarial e da superexploração, forte golpe nas condições de trabalho dos profissionais e na qualidade da Educação da rede – professores, funcionários e estudantes da rede estadual se mobilizaram e determinaram o início da greve em Assembleia.

Assembleia dos Profissionais de Educação do Estado do RJ - SEPE


O movimento grevista obteve conquistas importantes, apesar de não ter saído vitorioso em pautas fundamentais. Conseguimos garantir a manutenção do aumento de 12% entre os níveis do plano de carreira dos professores 16h, a implementação do plano de carreira para os professores 40h e o aumento salarial significativo dos animadores culturais. No entanto, não conquistamos o plano de carreira para os funcionários administrativos nem o reajuste salarial necessário destes profissionais. A luta sindical que travaremos em 2010 precisa ter como um dos eixos centrais a incorporação destes profissionais no plano de carreira estadual e seu reajuste salarial.

Destacamos a atuação dos militantes do Coletivo Marxista ao enfatizar a necessidade de luta em apoio aos profissionais de educação perseguidos pelas direções escolares e coordenadorias devido à sua atuação na greve para, assim, protegermos os lutadores sindicais e garantirmos, com o exemplo positivo da vitória, o crescimento e fortalecimento do movimento sindical combativo.

A situação de rede municipal carioca também necessita de organização e mobilização para a resposta política de seus profissionais diante das ações dos governantes. O governo Paes logo cedo demonstrou seu caráter e o objetivo de aprofundamento das reformas neoliberais de privatização e flexibilização/precarização das relações de trabalho por meio do projeto de lei das OS’s. A luta de professores, funcionários e estudantes retirou as escolas municipais do projeto de lei (exceto provões e projetos) que as entregaria à administração direta das “Organizações Sociais”, mas quase todos os outros setores públicos municipais foram mantidos.

Neste fim de ano, já em Dezembro, recebemos a resolução municipal que apresentou mecanismos criados pela Secretaria Municipal de Educação para reeditar a “aprovação automática”, com nova roupagem. Além disso, o governo deve apresentar neste início de 2010 a proposta de plano de carreira e mudança na carga-horária dos professores da rede, o que possivelmente ocorrerá no período de férias escolares. É preciso levantar a rede municipal para lutar em defesa da qualidade da Educação pública, por melhores condições de trabalho e direitos para professores e funcionários.

Para avançar nas lutas sindicais, devemos identificar o que precisa ser realizado pelo SEPE neste ano de 2010. A intensificação do trabalho de base e organização dos profissionais de educação em suas regiões, comunidades e locais de trabalho precisa ser prioridade, fortalecendo a organização dos trabalhadores de forma independente dos governos e instituições de caráter burguês. Neste sentido, a direção majoritária do Sindicato não pode reforçar a crença dos trabalhadores nas instituições da democracia burguesa, como a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) – uma tarefa já cumprida pelos representantes da CUT e do governo Lula/PT no Sindicato. Nossa relação deve ser de enfrentamento crítico e classista com as mesmas.

Ato dos Profissionais de Educação do Estado do RJ durante a greve



Façamos de 2010 um ano de intensa luta pela organização da classe trabalhadora de forma independente da burguesia e instituições que sustentam a sociedade burguesa!


Coletivo Marxista

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Shortinho verde amarelo

O Coletivo Marxista se orgulha em publicar a poesia/texto "Shortinho Verde Amarelo", de autoria do poeta, matemático e professor da UFRJ, Ricardo Kubrusly, nosso colaborador e irmão em tantas lutas e enfrentamentos.

O texto dispensa apresentação. Certamente calará fundo no coração de todos os revolucionários espalhados por terras brasileiras e latino-americanas. O uso do esporte para exaltação do nacionalismo e formação de uma "consciência cidadã", que retira de pauta a luta de classe e "irmana" burgueses e proletários, é uma forma clássica de dominação. É a velha, e sempre eficiente alternativa de apaziguamento da luta de classe com tantos exemplos dramáticos na história.





Shortinho Verde Amarelo*

é


fogo nos pneus, cacete nas pernas
com seus shortinhos verde amarelos
girando feliz pelas praias da cidade.

Cuidado
VC. já foi filmado
sorria Q amanhã a coisa pega
é
fogo nos pneus, cacete nas pernas
que o subúrbio não grita assim dessa maneira

Ver a fumaça preta subindo pelo cristo de cimento
e as peles misturadas ao sangue
vermelho
sempre
futuro vermelho sempre
que há de varrer essa aquarela desbotada
essa alegria encomendada
esse sorriso estrangeiro


ao acordares, meu amor
verás pelas janelas da cidade
um sonho ensanguentado de felicidade
uma esperança nua, uma palavra igual
ao acordares
sugiro
fogo nos pneus, cacete nas pernas

Ali no aperto da praça, o Brasil se enfeitava para a fotografia, afinal depois da copa de 14 virão as olímpicas de 16 e assim adiaremos qualquer reflexão possível sobre as verdadeiras condições em que vivemos por mais 20 anos. Nós, opressores e seus sonhos metropolitanos rasgando implacável a terra empobrecida e nós, oprimidos, sonhando sonhos que nos são impostos. Sorríamos, estamos prontos o futuro, esse futuro passado que nos alcança por mais que dele tentemos nos desvencilhar...


Ali no aperto da praça, shortinho rebolando poucas e bocas, nas horas nas fumaças, que mais uma festa se faça, sem sonhos, também pudera, viver apenas a farsa da alegria desaproveitada. Somos um país triste, que às vezes se veste alegre, mas é triste, sonhando acordado de zona sul e calote seu destino acanhado e sem delicadezas. Samba o teu shortinho apertado e colorido que nessa praça o trem que não atrasa mata, como as escolas matam, e as avenidas matam. Samba o discurso da copa que o anão de bola é campeão no venceremos e samba nas américas, teu rebolado gringo, esquecido da história e suas lutas.


As olímpicas serão, como a fome nos sinais, à prova de balas. Serão nossas a miséria e a barbárie. O Rio no photoshop, lindo, com suas águas tranqüilas e transparentes, seus verdes, seus amarelos, luzindo, luzindo. O Rio botox nos morros, incêndio nas favelas.


No pensamento siliconado de nossas academias seremos finalistas nas torturas, campeões nos acidentes e nas mentiras, mas continuaremos como se fôssemos eles, enrolando palavras e inventando dizeres, falando como crianças imitando língua estrangeira. Sempre o mesmo sopro colonizado que nos acalentou os séculos. Até quando? Até quando sonharemos apenas esse sonho estrangeiro?

Será mesmo que para ser um bom brasileiro temos de querer a copa de 14 e as olímpicas de 16? Não poderíamos, por exemplo, querer as lutas de 17? Por que não fazer a próxima revolução aqui, em São Paulo, ou mesmo em Belô? ... e vê-la se alastrando pelas américas como sonhou Guevara e nós, com ele. Seríamos menos brasileiros se balançássemos nossos corpos por uma verdadeira vitória conquistada? O que queremos fazer de nossos dias? O que podemos fazer em nossos dias? Se só nos resta sonhar, que se sonhe lutando em plena revolução futura, dançando a vitória coletiva e acreditando num país solidário onde as idéias governem os acontecimentos.


É certo que a vida nos confunde. Como extrair verdades de um mundo que premia com a paz, repetidamente, os senhores das guerras? A quem querem enganar? A nós, a todos nós e é triste ver como se saem bem, como acreditamos no esquecimento, como acreditamos na nossa própria morte como solução das misérias do nosso mundo. O que fazer com essa indignação cansada que vivemos hoje, se não podendo viver comigo também não posso viver sim mim?

é...

fogo nos pneus, cacete nas pernas

*Ricardo Kubrusly

Poeta, Matemático, Professor da UFRJ

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Manifestação pública lança campanha contra a perseguição política no CAp-UFRJ

Quarta-feira 12 de novembro será um dia para marcar a história do Colégio de Aplicação da UFRJ. Durante o segundo recreio do primeiro turno, o professor Gabriel Marques e os representantes do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ Luiz Carlos e Vivian Dutra já convocavam o corpo discente do Colégio para participar da manifestação pelo lançamento da campanha contra a perseguição política no CAp-UFRJ e pela renovação do contrato do referido professor.

Após ser constrangido e pressionado politicamente em uma reunião do Setor de Educação Física, Gabriel é o único professor sob o regime de contratação temporária do Colégio que não terá seu contrato renovado para o ano de 2009. A Direção da Unidade e o Setor de Educação Física afinam o discurso, alegando motivos pedagógicos sem que sejam explicitados os critérios de avaliação de todo o trabalho do professor, elogiado ao longo de 2008 por alunos, pais e colegas de outros setores curriculares.

Durante a manifestação, o carro de som apresentou músicas clamando pela liberdade do exercício político e demonstrando reflexões acerca da sociedade em que vivemos. Além disso, diversas entidades tiveram espaço para explanar seu apoio à luta encaminhada nesse ano em que o Colégio de Aplicação comemora 60 anos de existência e em que recordamos os 40 anos do Maio de 1968.

No final do ato, a Direção do Colégio não queria receber a comissão que tinha como objetivo realizar a entrega da moção de repúdio, onde está apresentada a reivindicação da renovação do contrato do professor Gabriel Marques. Após alguns minutos de negociação, a comissão formada pelo próprio professor, pelo representante do ANDES-SN Waldyr Lins, pelo representante da AdUFRJ-Ssind José Miguel, pela representante do Movimento Universidade Crítica Vera Salim e pelo representante do Grêmio do CAp-UFRJ Vicente Saraiva realizou a entrega do documento, recebido pela Diretora Celina, pela Vice-Diretora Miriam e pelo Diretor Adjunto de Licenciatura e Prática de Ensino Fábio. Infelizmente, a AdUFRJ apresentou outro documento, exigindo os critérios adotados pela instituição para não renovar o contrato do professor, fragmentando as reivindicações apresentadas.

A moção de repúdio à perseguição política no CAp-UFRJ já conta com expressivas assinaturas de estudantes, funcionários e professores da UFRJ, além de diversos trabalhadores de outras instituições e diversas entidades que têm pautado a luta em defesa da Educação Pública.














O professor Gabriel Marques apresenta o caótico quadro da Educação Pública em nosso país e apresenta seu desconforto por conta da perseguição política sofrida dentro do CAp-UFRJ, conclamando estudantes, funcionários, professores e pais de alunos para se unirem contra o REUNI de Lula e em defesa da renovação de seu contrato. Vivian Dutra, representanto o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança, entidade que tem sido referência na construção do novo Movimento Estudantil ao nível nacional, declara apoio à campanha contra a perseguição política. O professor Waldyr Lins (UFF), representando o ANDES-SN, sindicato dos docentes do Ensino Superior, marca presença na manifestação em volta do CAp e entrega o documento à Direção do CAp ao final do ato.
















O Grêmio Estudantil do CAp-UFRJ manifesta o seu apoio à luta, demonstrando contrariedade à perseguição política sofrida pelo professor Gabriel Marques. Na porta do Colégio, diversos estudantes se incorporam à campanha, solicitando o adesivo e participando da passeata ao redor do CAp.














Luiz Carlos, pelo Centro Acadêmico de Educação Física e Dança; Leila Leal, pelo Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, minoria do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ (DCE Mario Prata); e as dezenas de manifestantes que participaram da caminhada ao redor do CAp antes da entrega da moção à Direção da Unidade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Manifestação contra a perseguição política no CAp-UFRJ

O professor Gabriel Marques, contratado pelo setor de educação física do CAP/UFRJ, foi retaliado por produzir e assinar uma mensagem eletrônica contra o REUNI de Lula/PT e o Plano Diretor da UFRJ, enviada para listas dos Movimentos Estudantil e Sindical.
Após sofrer constrangimento em uma reunião de setor convocada sem pauta, que discutiu tal mensagem, agora foi avisado de que será o único professor, que poderia ter o contrato renovado por mais um ano, que não o terá.
Essa enorme repressão, que se expressa com o referido professor, vai além de uma questão isolada, e está de acordo com a política de repressão dos movimentos sociais, durante o governo Lula/PT.

Tal governo segue na implementação de mediadas populistas, que atacam a educação pública. Expressar-se contra essas medidas é expressar-se contra o modelo neoliberal, que só ataca os trabalhadores e beneficia os patrões!


POR CONTA DISSO, CONVOCAMOS O CONJUNTO DOS LUTADORES EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, ESTUDANTES, PAIS DOS ESTUDANTES, FUNCIONÁRIOS, PROFESSORES, TRABALHADORES DE DEMAIS LOCALIDADES PARA PARTICIPAR DO ATO CONTRA A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA NO CAP-UFRJ, LANÇANDO A CAMPANHA PELA LIBERDADE DO EXERCÍCIO POLÍTICO, RENOVAÇÃO DO CONTRATO DO PROFESSOR GABRIEL E MAIS VERBAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO PÚBLICA!

DIA 12/11 (QUARTA-FEIRA) ÀS 11:30, EM FRENTE AO CAP-UFRJ!