quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Pela anulação do Plano de Carreira de Paes e contra a Violência do Estado
domingo, 20 de março de 2011
Repudiamos a prisão dos 13 manifestantes do ato contra Obama! Libertação já!
"Como é difícil
(Chico Buarque – Cálice)
O cinismo e a farsa demonstram sua face mais dura e caricata no recente episódio da prisão aleatória e sumária de 13 participantes do ato em protesto à visita de Obama ao Brasil e, especialmente, contra sua política belicista e imperialista, que pretende assinar com o governo Dilma acordos para exploração do pré-sal brasileiro. Palavras de ordem contra a venda do pré-sal, fora as tropas brasileiras e americanas no Haiti e fim ao bombardeio na Líbia foram considerados perigosas demais e, assim, suficientes para que a polícia de Sergio Cabral - que pratica diariamente atos bárbaros de violência e criminalização da pobreza e dos movimentos sociais -, referendada pelo Governo Dilma, ordenassem a prisão indiscriminada de 13 pessoas.
Entre elas, uma senhora de 69 anos! Igualmente brutal é a prisão de um jovem estudante do Pedro II, adolescente que corre risco de violência, colocado sozinho no instituto Padre Severino. Os demais militantes, já de cabeça raspada, numa clara tentativa de humilhação, estão presos em Bangu 8 e Água Santa. É fundamental uma grande campanha pela libertação imediata dos 13 presos políticos e contra a escalada de criminalização dos movimentos sociais, que se sustenta sob o governo do PT.
Atos arbitrários típicos de estado de exceção. Voltamos à ditadura militar com 3 meses do governo Dilma? A América Latina continua com suas veias abertas, agora vertendo etanol, soja e a venda antecipada de nosso pré-sal. A fúria da “democracia americana", ressurge, com toda a sua crueldade: invasão no Iraque e os recentes bombardeios na Líbia são apenas alguns exemplos. Os aliados de ontem, como o ditador líbio Muammar Kadafi, são os inimigos de hoje desde que o controle dos poços de petróleo continue nas mãos do Estados Unidos da América!
Intervenção no Haiti e acordos para venda antecipada do pré-sal são as necessárias faces políticas de governos liberais que procuram, a todo custo, prolongar um sistema econômico baseado nas guerras que alimentam a indústria bélica e da superexploração da classe trabalhadora. Assim, enquanto Obama faz arremedos de embaixadinhas na Cidade de Deus, sob os olhos embevecidos de Sergio Cabral, nossa juventude e trabalhadores são aprisionados.
Mais um ato de violência do governador. Quem não se lembra da violência contra a passeata dos professores e da repressão aos movimentos Sem Teto? É crime gravíssimo contra ordem pública protestar contra os acordos econômicos aqui firmados e corajosamente se manifestar pela necessidade de uma nova política econômica, na qual a riqueza brasileira não fique na mão de 10 grande milionários?
O Coletivo Marxista registra seu repúdio aos governos Dilma e Cabral e à política de extermínio e criminalização dos movimentos sociais, ante-sala do que se espera para os Jogos Olímpicos e para a Copa do Mundo. A tarefa de todos militantes de esquerda é, neste momento, repudiar a postura fascista dos governos Dilma/Cabral e exigir a imediata libertação dos prisioneiros políticos.
- LIBERDADE IMEDIATA AOS NOSSOS PRESOS POLÍTICOS
- Pelo cessar-fogo interno e externo na Líbia. Apoio à luta do povo árabe!
- Não à venda do pré-sal!
- Fora as tropas brasileiras do Haiti
- Pela soberania e autodeterminação dos povos
- Pela Unidade Proletária na luta contra o capitalismo
- Lista dos presos políticos:
Gilberto Silva – eletricista
Rafael Rossi - professor de estado, dirigente sindical do SEPE
Pâmela Rossi - professora do estado
Thiago Loureiro - estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça
Yuri Proença da Costa - funcionário dos Correios
Gualberto Tinoco "Pitéu" - servidor do estado e dirigente sindical do SEPE
Gabriela Proença da Costa - estudante de Artes da UERJ
Gabriel de Melo Souza Paulo - estudante de Letras da UFRJ, DCE-UFRJ
José Eduardo Braunschweiger – advogado
Andriev Martins Santos - estudante da UFF
João Paulo - estudante Colégio Pedro II
Vagner Vasconcelos - Movimento MV Brasil
Maria de Lurdes Pereira da Silva - doméstica
Vera Salim, do Coletivo Marxista e do Movimento Universidade Crítica, na manifestação de 20/3: convocação para ato em repúdio às prisões na UFRJ, dia 21/3, às 11h na Faculdade de Letras
Passeata de 20/3: Libertação dos presos políticos já! Fora Obama do Brasil!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
SEPE: avaliação de 2009 e perspectiva das lutas para 2010
A partir do projeto de lei do governo Cabral que propunha a quebra do plano de carreira dos professores e a incorporação do “Nova Escola” em parcelas anuais até 2015 – um aprofundamento do arrocho salarial e da superexploração, forte golpe nas condições de trabalho dos profissionais e na qualidade da Educação da rede – professores, funcionários e estudantes da rede estadual se mobilizaram e determinaram o início da greve em Assembleia.
Assembleia dos Profissionais de Educação do Estado do RJ - SEPE
O movimento grevista obteve conquistas importantes, apesar de não ter saído vitorioso em pautas fundamentais. Conseguimos garantir a manutenção do aumento de 12% entre os níveis do plano de carreira dos professores 16h, a implementação do plano de carreira para os professores 40h e o aumento salarial significativo dos animadores culturais. No entanto, não conquistamos o plano de carreira para os funcionários administrativos nem o reajuste salarial necessário destes profissionais. A luta sindical que travaremos em 2010 precisa ter como um dos eixos centrais a incorporação destes profissionais no plano de carreira estadual e seu reajuste salarial.
Destacamos a atuação dos militantes do Coletivo Marxista ao enfatizar a necessidade de luta em apoio aos profissionais de educação perseguidos pelas direções escolares e coordenadorias devido à sua atuação na greve para, assim, protegermos os lutadores sindicais e garantirmos, com o exemplo positivo da vitória, o crescimento e fortalecimento do movimento sindical combativo.
A situação de rede municipal carioca também necessita de organização e mobilização para a resposta política de seus profissionais diante das ações dos governantes. O governo Paes logo cedo demonstrou seu caráter e o objetivo de aprofundamento das reformas neoliberais de privatização e flexibilização/precarização das relações de trabalho por meio do projeto de lei das OS’s. A luta de professores, funcionários e estudantes retirou as escolas municipais do projeto de lei (exceto provões e projetos) que as entregaria à administração direta das “Organizações Sociais”, mas quase todos os outros setores públicos municipais foram mantidos.
Neste fim de ano, já em Dezembro, recebemos a resolução municipal que apresentou mecanismos criados pela Secretaria Municipal de Educação para reeditar a “aprovação automática”, com nova roupagem. Além disso, o governo deve apresentar neste início de 2010 a proposta de plano de carreira e mudança na carga-horária dos professores da rede, o que possivelmente ocorrerá no período de férias escolares. É preciso levantar a rede municipal para lutar em defesa da qualidade da Educação pública, por melhores condições de trabalho e direitos para professores e funcionários.
Para avançar nas lutas sindicais, devemos identificar o que precisa ser realizado pelo SEPE neste ano de 2010. A intensificação do trabalho de base e organização dos profissionais de educação em suas regiões, comunidades e locais de trabalho precisa ser prioridade, fortalecendo a organização dos trabalhadores de forma independente dos governos e instituições de caráter burguês. Neste sentido, a direção majoritária do Sindicato não pode reforçar a crença dos trabalhadores nas instituições da democracia burguesa, como a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) – uma tarefa já cumprida pelos representantes da CUT e do governo Lula/PT no Sindicato. Nossa relação deve ser de enfrentamento crítico e classista com as mesmas.
Ato dos Profissionais de Educação do Estado do RJ durante a greve
Façamos de 2010 um ano de intensa luta pela organização da classe trabalhadora de forma independente da burguesia e instituições que sustentam a sociedade burguesa!
Coletivo Marxista
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Avaliação das lutas na UERJ
Estamos em mais um momento histórico para o conjunto dos trabalhadores do serviço público estadual do Rio de Janeiro. Trabalhadores e Estudantes da UERJ encontram-se mobilizados em prol de uma Universidade fora da mira dos patrões. Há dois anos esperando um posicionamento de negociação por parte do governo do Estado no que tange a oxigenação do funcionalismo da UERJ, nada se tem de concreto.

