sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Vote Nulo! Lute pela criação de um Partido revolucionário!

O Coletivo Marxista apresenta para o conjunto da sociedade brasileira a defesa do voto nulo para as eleições municipais burguesas no próximo dia 5 de outubro. O calendário de panfletagens tem possibilitado bons diálogos com a juventude e os trabalhadores. Confira o conteúdo da nossa discussão:

VOTE NULO!

Lute pela criação de um
Partido Revolucionário



Eleições municipais 2008. Mais uma vez, assistimos a farsa se apresentar diante dos olhos da classe trabalhadora e da juventude brasileiras, sob a forma da ilusão de que o voto pode significar mudanças concretas em suas vidas. As diferentes candidaturas, cada vez mais parecidas entre si, parecem fazer questão de repetir os mesmos chavões e não discutir a fundo questões como o desemprego, a precariedade dos serviços de saúde, transporte, educação, a falta de moradia e de acesso à terra, entre tantas outras. Esses problemas não são questionados em sua raiz, o modelo capitalista baseado na exploração do trabalho, sendo tratados como moeda de troca na busca por votos.

Assim, de 2 em 2 anos, se faz a grande mentira da democracia burguesa: afirma-se que trabalhadores e patrões podem, igualmente, fazer valer seus direitos e decidir livremente sobre seus futuros, em igualdade de condições. Depois disso, os trabalhadores devem esquecer novamente da política, deixá-la nas mãos dos “especialistas”, dos “competentes”, e só voltar a se preocupar com isso nas eleições seguintes, quando devem escolher novamente em quem votar. É hora de dizer não a esta mentira! As transformações sociais só são alcançadas através da luta e da mobilização da classe trabalhadora. Vote nulo, diga não à farsa eleitoral burguesa e lute pela construção de um partido que realmente possa transformar nossas vidas: um Partido Revolucionário, da classe trabalhadora e da juventude, orientado pela luta concreta e não pela disputa das migalhas do parlamento!





“Nossos sonhos


não cabem nas urnas!”


O voto nulo não é uma negação da política. Pelo contrário. É a afirmação da necessidade de uma concepção política pautada por um corte de classe, a afirmação da política referenciada na transformação social, na superação do capitalismo e na construção da Revolução socialista. Votar nulo nas eleições municipais de 2008 significa reconhecer que a vida dos trabalhadores e da juventude só mudará a partir de sua atuação direta e organizada, com independência diante da burguesia. Significa compreender que o sistema eleitoral burguês é comprometido com a manutenção da ordem, que as campanhas são financiadas pelos grandes empresários capitalistas e que a “igualdade” entre trabalhadores e patrões a partir do direito de voto não passa de uma falácia.

Votar nulo nas eleições municipais de 2008 significa, assim, compreender que as candidaturas dos partidos burgueses, sejam eles do bloco da burguesia tradicional (PSDB, DEM...) ou dos partidos da base de sustentação do governo Lula (PT, PcdoB, PSB...), estão a serviço da continuidade do estado de coisas em que vivemos. São candidaturas financiadas pelo grande capital e comprometidas com a garantia de seus lucros, o que só se dará com mais exploração e precarização das condições de vida do proletariado e da juventude.

Votar nulo, portanto, é afirmar que o sonho libertário comunista exige muito mais de nós do que o cumprimento do “dever cidadão” de voto a cada 2 anos. Exige a construção de lutas de enfrentamento ao capital e, no fogo dessas lutas, a construção do Partido Revolucionário, independente da burguesia, que possa lutar contra ela e construir a superação do capitalismo. Junte-se a nós na luta por uma sociedade sem classes!

sábado, 20 de setembro de 2008

Debate no CAp-UFRJ: eleições burguesas 2008

Sexta-feira 19 de setembro à tarde, cerca de 120 estudantes, professores, Licenciandos e funcionários do Colégio de Aplicação da UFRJ estiveram presentes no debate organizado pelo Grêmio Estudantil, que contou com a presença dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro Alessandro Molon (PT), Eduardo Serra (PCB), Chico Alencar (PSOL) e Ricardo Maranhão (PSB), vice de Jandira Feghalli (PCdoB).
Apesar da relutância dos debatedores, foi mantida a presença na mesa do Professor Estevão Garcia, representando o Coletivo Marxista na defesa do voto nulo.
Por conta da apresentação de questões que transcendem a participação política do conjunto da sociedade apenas no processo eleitoral, de 2 em 2 anos, a posição do Coletivo Marxista incomodou os demais candidatos, já que temáticas como a construção de um partido revolucionário e a necessidade de superação do sistema capitalista apareceram para diferenciar-se do debate superficial de propostas a partir de candidaturas comprometidas com financiamentos que direcionarão o mandato em favor da classe dominante.
Pudemos acompanhar a veemente defesa petista do REUNI, "que foi aprovado em todos os Conselhos Universitários pelo país, expressando a democracia, que é a vontade de uma maioria sobre a minoria", segundo Molon; perceber que Ricardo Maranhão não sabia do que se tratava; enquanto o PCB capitulou para essa política retrógrada imposta ao Ensino Superior.
Infelizmente, em alguns dos blocos, não foi permitida a expressão da defesa do voto nulo, sob a alegação de que as perguntas possuíam relação com o programa das candidaturas. Apesar de equivocada decisão da organização do debate, permanecemos na mesa e Ricardo Maranhão provocou a posição política apelando para aspectos morais: "Estevão, não é possível que dentre 12 candidatos nenhum preste".
A matéria sobre o debate que aparece na edição de sábado do Jornal do Brasil expressa a importância que teve a presença do Coletivo Marxista na atividade. Quando acompanhamos toda a propaganda burguesa a fim de convencer a sociedade de que todos somos iguais e podemos decidir os rumos da cidade escolhendo os melhores candidatos, de que não existe patrão ou empregado etc., é importante aprofundarmos a realidade concreta de uma sociedade que se divide entre exploradores e explorados e que culmina em conseqüências nefastas para a maioria da humanidade.

Portanto, apresentamos a defesa do voto nulo para vereadores e prefeitos, conclamando a classe trabalhadora para a construção de um partido revolucionário, que possibilite a real transformação material da nossa realidade e a participação política e decisória nos rumos de uma nova sociedade.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Homenagem a Celia Hart Santamaría

O Coletivo Marxista lamenta a morte de CELIA HART SANTAMARÍA e de seu irmão ABEL HART SANTAMARÍA em acidente de automóvel ocorrido no último dia 8 de setembro.

Registramos aqui nossa homenagem a esta grande revolucionária cubana.

Comentário de James Petras na Radio Centenário (http://www.radio36. com.uy/), segunda, dia 8/09:

“Hemos perdido una gran revolucionaria, no sólo por ser hija de Armando Hart y Haydé Santamaría, sino por el hecho de que Celia misma era un referente para las nuevas generaciones en los debates de Cuba, una marxista y abierta”

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Moção de Apoio à ocupação estudantil da Reitoria da UNCISAL

Integrante do Sistema Nacional de Avalição do Ensino Superior (SINAES), imposto por Medida Provisória (Lei 10.861/04), o Exame Nacional de Avaliação do Desempenho Estudantil é mais um dos componentes da Reforma Universitária do Governo Lula/PT. Devido à lógica competitivista de ranquear as instituições e premiar os melhores, bem como padronizar o modelo por todo o país e indicar o caráter dos currículos e da formação, a opção pelo boicote é um acerto na defesa da Educação Pública e de qualidade de nosso país.

O COLETIVO MARXISTA não reconhece o ENADE como avaliação e estimula a difusão do boicote e a construção de uma avaliação e de uma Universidade que produza o conhecimento para os interesses da classe trabalhadora, diferente do atual modelo que visa atender os interesses privatistas do empresariado da educação. Portanto, solidarizamo-nos e enviamos total apoio aos estudantes da UNCISAL, que ocupam a Reitoria da instituição.

Além disso, convocamos os companheiros a somar forças na defesa da Educação Pública lutando contra o REUNI bem como na reorganização do Movimento Estudantil, por fora e contra a União Nacional dos Estudantes, participando da construção do Congresso Nacional dos Estudantes e apresentando a defesa de construção de uma nova entidade estudantil para autonomamente conquistar vitórias concretas para a juventude brasileira.

Moção de Apoio à ocupação estudantil da Reitoria da UFSJ

Por conta da famigerada implementação da agenda neoliberal, é notório o decréscimo de investimentos na Educação Pública em nosso país. Nas Universidades, acompanhamos a ausência e o congelamento de bolsas acadêmicas e de assistência estudantil; a inexistência ou altos valores cobrados nos restaurantes universitários; e inexistência ou insuficiência de vagas para os estudantes ficarem alojados, acarretando acirradas disputas entre os alunos para a obtenção da vaga.

Diante desse quadro, os estudantes da UFSJ apresentam duas demandas concretas, como alimentação e moradia. Infelizmente, a administração da instituição insiste em apresentar outras demandas, cujos escusos interesses de serviços privados aparecem para abocanhar as suas fatias de lucratividade.

Ratificando que apenas através da luta podemos conseguir nossos reais objetivos, o COLETIVO MARXISTA envia sua manifestação de apoio à ocupação estudantil, conclamando os estudantes da UFSJ para a luta contra o REUNI e a Reforma Universitária e para a reorganização do Movimento Estudantil, por fora e contra a União Nacional dos Estudantes, construindo o Congresso Nacional dos Estudantes e consolidando nossas vitórias a partir da criação de uma nova entidade estudantil.

Moção de Apoio à Greve Estudantil da UNIR

A ascensão de Lula/PT ao poder demonstra um diferencial no cenário nacional, visto que a implementação das medidas neoliberais concretizadas anteriormente por FHC/PSDB prosseguem com mais força, ao passo que a organização dos trabalhadores para combatê-las é freada por conta da cooptação de nossos antigos instrumentos de luta, como a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores.

Na Educação, acompanhamos o processo de Reforma Universitária, de maneira fatiada, que visa precarizar a Educação pública e privilegiar os setores privados, cuja lógica é a obtenção do lucro através da mercadoria do ensino. Depois de diversas medidas como o ProUni, o SINAES/ENADE, a Lei de Inovação Tecnológica, o Decreto das Fundações etc., no segundo mandato, Lula e o ministro Fernando Haddad demonstram que os ataques serão ainda maiores, implementando através do Decreto 6094/07 o Plano de Desenvolvimento da Educação e do Decreto 6096/07 o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (REUNI).

Para aderir ao REUNI em troca de parcas migalhas, acompanhamos nossas subservientes Reitorias utilizando formas arbitrárias na institucionalidade arcaica e conservadora dos Conselhos Universitários, com apoio policial e de seguranças, além da CUT e da UNE. Essas formas não estão dissociadas do conteúdo nefasto que é apresentado pelo Governo para atender às orientações dos organismos internacionais.

Registramos aqui todo o apoio do COLETIVO MARXISTA aos estudantes da Universidade Federal de Rondônia, que deflagraram o instrumento da greve para defender a Educação Pública, conclamando à luta contra o REUNI de Lula; a organizar a juventude por fora e contra a UNE participando da construção do Congresso Nacional de Estudantes; a lutar por cada ponto da pauta de reivindicações, como o Restaurante Universitário, concurso para professores etc., demonstrando a importância de consolidarmos o novo Movimento Estudantil através da criação de uma nova entidade, que impulsione nossa retomada de lutas e alcance vitórias concretas para a juventude aguerrida de nosso país.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Fausto Wolff (1940 - 2008)

Homenagem do Coletivo Marxista ao maior articulista e jornalista brasileiro:

Fausto Wolff
( 1940 -2008)


suas crônicas e seus livros acompanharam nossa geração, iluminaram as mais jovens e mostraram que ainda hoje o jornalismo pode ser ético e uma bela profissão


"Ser de esquerda é se colocar ao lado dos homens e suas necessidades.
É você se colocar, não do lado de uma realidade que te impõe, e sim de uma verdade que esta realidade esconde.
Ser de esquerda é, entre o lucro e a dignidade, ficar com a dignidade.
Ser de esquerda é não achar que o dinheiro é o fim e o objetivo de todas as coisas. Ser de esquerda é achar que o objetivo da nossa vida é o homem em finalmente, para usar uma frase de efeito, ser de esquerda é lutar até nos decescobrirmos deuses, e não precisarmos mais de deus algum
"
(trecho da entrevista concedida a fazendo media 15/02/2006)