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sábado, 30 de abril de 2016

1º de maio - A saída é pela Esquerda! Tod@s ao ato às 15h no Parque Madureira



É chegado o 1º de Maio, data que simboliza e consagra a histórica luta da classe trabalhadora por direitos e pela sua emancipação. Não se trata de um dia festivo, de shows e sorteios de carros, como determinadas centrais sindicais pretenderam transformá-lo nos últimos tempos. Pelo contrário, essa é uma oportunidade para fazer avançar a unidade entre aqueles que ocupam as ruas para demonstrar que a classe trabalhadora e a juventude não tolerarão mais retiradas de direitos e criminalização das lutas.

Definitivamente, não há o que ser comemorado em termos de ganhos para a classe trabalhadora nesse ano de 2016, o que aumenta nossa certeza de que há muita luta pela frente. As conquistas históricas de direitos sociais e trabalhistas, conseguidos com árduas lutas protagonizadas pela classe trabalhadora sob o “Estado Democrático de Direito” - manto sob o qual se esconde a ditadura velada da burguesia - estão sendo duramente atacados pelo avanço da implantação de medidas neoliberais, como expressado pelo atual ajuste fiscal. A situação é ainda mais dramática tendo-se em conta o crescente conservadorismo que ora se irradia pela sociedade.

O ano se iniciou com a edição da Lei 13.255, que acarreta duros cortes aos direitos dos trabalhadores e também à justiça do trabalho, que perdeu a metade da verba destinada a suprir seus custos. Inúmeros ajustes econômicos ou já foram ou estão prestes a serem feitos, como uma maior flexibilização das leis trabalhistas, a prevalência do acordado sobre o legislado, a reforma da previdência social com vistas a aumentar o tempo de contribuição para a aposentadoria e a expansão do trabalho terceirizado/precarizado no setor público. Sistemáticas ofensivas aos direitos sociais da classe trabalhadora não podem passar sem uma resposta adequada, pois o que está em jogo são nossas condições de sobrevivência.

Nos últimos 14 anos os governos petistas colocaram em prática seu pacto de colaboração de classes que, com a crise econômica, atingiu seu esgotamento. E agora que sua estratégia de governo não é mais interessante aos olhos do grande capital, os governistas esforçam-se para recuperar o apoio da classe trabalhadora, tentando vender a ideia de que foram grandes os avanços sociais “conquistados” nos últimos tempos. A verdade, contudo, é que o governo aprofundou reformas pró-mercado, retirou direitos e quis tentar confundir “cidadania” com acesso restrito ao consumo. Políticas focalizadas de compensação social não foram nem de longe suficientes para mudar a dura realidade da população: guerra contra os pobres, desmantelamento dos serviços públicos, remoções, caos urbano, violência no campo, etc. Que democracia é essa que o PT e seus aliados nos convocam a defender? 

Por outro lado, para conter o avanço do processo de impeachment, o governo não mediu esforços para atender às novas exigências dos setores mais conservadores da política brasileira. Isso significou intensificar o arrocho que já era praticado sobre a classe trabalhadora. O governo Dilma é indefensável! Contudo, em que pese todos os esforços do governo, o impeachment avança no Senado, e não temos dúvidas de que, caso ele seja aprovado, o que virá adiante será um cenário ainda mais duro de cortes de direito e criminalizações. Nesse momento, a defesa das mínimas conquistas democráticas obtidas pela classe trabalhadora - sujeitas ao retrocesso - deve estar presente nas ruas. É necessário nos posicionarmos contra o golpe de governo operado por Temer, Cunha e demais agentes podres da elite brasileira.

Os governos petistas não estiveram ao lado dos trabalhadores e tampouco poderá estar o possível governo oriundo do golpe, com claras intenções de fazer avançar o ajuste fiscal. O discurso de retomada do crescimento e restauração da normalidade, nada mais significa para nós que o agravamento de péssimas condições de vida. Isso se traduz em dificultar o acesso à saúde e à educação públicas e gratuitas, na efetivação de diretrizes políticas conservadoras, que só poderá resultar em mais violência às mulheres, a negras e negros, indígenas, homossexuais, trabalhadores do campo, determinados grupos religiosos, etc. 

Portanto, não podemos apoiar nosso próprio algoz quando ele se vê ameaçado, e muito menos esquecer de que quem o ameaça neste momento não é, em hipótese alguma, nosso aliado. A polarização cada vez mais acirrada entre governo e oposição coloca na ordem do dia a necessidade da criação de uma frente de esquerda capaz de elaborar estratégias de luta contra as ofensivas do capital aos direitos dos trabalhadores.

Como parte da construção de uma frente de esquerda presente nas ruas, no Rio de Janeiro, o COLETIVO MARXISTA se soma a demais organizações políticas e convoca sua militância, trabalhador@s e jovens para a manifestação no Parque Madureira, às 15h deste domingo, para entoarmos nossas vozes contra os ajustes fiscais, contra o impeachment e em apoio à luta d@s servidor@s estaduais!

 

PRIMEIRO DE MAIO, DIA DE LUTA! A SAÍDA É PELA ESQUERDA!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Trabalhador@s não pagarão pela crise do Estado - Tod@s ao ato dia 03/02 às 15h na ALERJ

O Coletivo Marxista conclama tod@s à manifestação d@s Servidor@s Públicos Estaduais! Na próxima quarta-feira, 3 de fevereiro, às 15h, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

A conjuntura atual exige a devida atenção da classe trabalhadora! A crise econômica e política tem levado ao preocupante crescimento das forças conservadoras e a intensificação de políticas que nos atacam. Este quadro nos coloca a tarefa de formular, à altura, políticas contra os ataques sofridos, que passam pelo ajuste fiscal – retirando investimentos nas áreas sociais, como saúde, educação, moradia e geração de emprego – e prosseguem com a retirada de direitos dos trabalhadores e os ataques na previdência social.

No Estado do Rio de Janeiro, a tríade Dilma, Pezão e Eduardo Paes ataca diretamente os trabalhadores e beneficia os empresários e banqueiros. A crise é usada como desculpa para retirar direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores e aprofundar o projeto neoliberal em todos os setores do serviço público, através da meritocracia, ampliando a terceirização e reduzindo os concursos públicos. 
 
Esse processo tem como resultados os absurdos ataques do desgoverno Pezão (PMDB), como o parcelamento dos salários dos servidores no mês de dezembro e do décimo terceiro em cinco vezes. Ao mesmo tempo, mantém-se em dia o pagamento das empreiteiras referente às obras visando aos Jogos Olímpicos, reduzem-se os impostos de grandes empresas como a AMBEV e as montadoras de automóveis e, além disso, assume-se a dívida de 39 milhões de reais da Supervia com a Light.

A falta de investimentos nas áreas sociais está nítida, com o fechamento recente das UPAS e Hospitais, deixando a população do Rio de Janeiro sem o direito mais básico de atendimento, inclusive o de emergência. O fechamento do IASERJ e a sua transferência de gestão para as Organizações Sociais (OS) foi mais um dos ataques. O governo de Pezão/PMDB aplicou na pasta da Saúde apenas 9% do orçamento, sendo que o mínimo é 12%. Para aprofundar, anuncia-se no começo de 2016 a pretensão de aplicar uma reforma da previdência na qual os servidores terão que pagar uma contribuição de 14% em vez dos atuais 11% que ativos aposentados e pensionistas pagam. 

Também no início de 2016, acompanhamos o aumento das passagens de Ônibus, Trens e Metrô com percentuais acima da inflação, demonstrando a necessidade da classe trabalhadora se organizar para enfrentar e barrar ataques sofridos. Diante desse cenário, convocamos os setores combativos para a construção de uma unidade à esquerda para a classe trabalhadora.

Sabemos que somente nas ruas derrotaremos o aumento da passagem, as reformas contra a classe trabalhadora e enfrentaremos Dilma, Pezão e demais prefeitos que são nossos inimigos políticos. Precisamos de um espaço que unifique nossas lutas, construindo uma pauta mínima que canalize toda a insatisfação com o momento de crise política e ataque aos trabalhadores.

Pezão, pague os salários dos servidores!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pela anulação do Plano de Carreira de Paes e contra a Violência do Estado

No Rio de Janeiro, desde o dia 8 de agosto, acompanhamos a greve dos profissionais da Educação das redes estadual e municipal. Eduardo Paes, na capital; e Sérgio Cabral, no Estado, implementam uma política de sucateamento da escola pública, de desvalorização e culpabilização dos educadores por meio da meritocracia, enquanto preparam o terreno para sediar os megaeventos esportivos e enriquecer ainda mais empreiteiros e empresários que financiam suas campanhas. 

Na greve da rede municipal, após negociar com os representantes da categoria, um dos acordos firmados foi a criação de uma comissão contendo representantes da Prefeitura e do Movimento para elaboração do novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Educação - o PCCR - cujo prazo para votação passou de 90 para 30 dias devido à forte adesão à greve e participação da categoria em manifestações. Não satisfeito em ignorar a possibilidade de formulação do novo Plano por meio desta Comissão, o Prefeito e seus braços de apoio - a Secretária de Educação Claudia Costin e o Secretário da Casa Civil Pedro Paulo - elaboraram um Plano que significa uma Reforma Educacional, tentando forçar a ampliação da jornada de trabalho do professorado, não reconhecendo os demais profissionais da Educação e não atendendo a inúmeros itens importantes para a carreira dos educadores. Logo, é um plano que não contempla nenhum segmento da Educação Pública no Rio! Antes de encaminhar para a Câmara Municipal seu projeto, Eduardo Paes reuniu no Palácio da Cidade cerca de 40 vereadores que compõem sua base aliada para promover um almoço e apresentar o plano, impossibilitando a presença e a participação da própria categoria cujo futuro estava sendo discutido.

No dia 26 de setembro, a categoria impediu a votação do projeto, finalizando a sessão e ocupando a Câmara dos Vereadores. Desde então, acompanhamos o aumento da repressão e da truculência da Polícia Militar. No dia 28 de setembro, a Câmara foi desocupada sob brutal ataque aos Educadores. E nos dias 30 de setembro e 1 de outubro a PM prosseguiu a criminalização do movimento para garantir que a Câmara votasse o projeto do Prefeito Eduardo Paes.

 Truculência da PM na noite de 30 de setembro.

A mando de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, PMs atacam Educadores na Cinelândia.

Diante deste cenário, consideramos fundamental que:

- Retomemos a pressão sobre o Poder Executivo. Eduardo Paes é o verdadeiro responsável pelo caos no qual se encontra a Educação Pública! Sua postura autoritária e de quebra da negociação são os motivos da continuidade da greve. A categoria não pode nem deve se limitar pelos discursos da legalidade e da burocracia do Parlamento e da Justiça!

A greve é justa, é legítima e apresenta o poder de mobilização que vai garantir vitórias nesse processo de lutas. Os velhos equívocos sobre reeleição dos vereadores, colocando no poste os nomes dos que votaram contra a Educação, voltam a aparecer. E é justamente nesse mérito que precisamos refletir: não somos eleitores de dois em dois anos para escolher quem nos representa! Somos sujeitos da ação e podemos a cada momento interferir nos rumos da política e da economia de nossa cidade!

- Estejam fechadas todas as escolas! Esta é a resposta imediata à inaceitável violência repressiva da Polícia Militar a serviço de Paes e Cabral, que transformaram o centro do Rio de Janeiro numa praça de violência e covardia contra educadores e a população em geral. Todas as Unidades Escolares devem estar fechadas, radicalizando o movimento, que deve fazer também um duro enfrentamento às Coordenadorias Regionais, de onde saem orientações para as Direções das Unidades Escolares e muitas práticas de assédio moral.

- O Rio de Janeiro precisa mostrar de uma forma veemente sua enorme indignação e seu repúdio a esta onda de violência militar repressiva que se espalha pela cidade, como resposta às mais simples e justas revindicações da classe trabalhadora. E, tal como em 2011, quando a população foi a verdadeira responsável pelos recuos do Governador Sérgio Cabral em relação a seus ataques aos trabalhadores da Corporação dos Bombeiros, é tempo de construirmos uma grande manifestação que tome as ruas da cidade em defesa da Educação Pública e ampliar as bandeiras de luta para que saiam os secretários de Educação estadual e municipal e pela queda de Sérgio Cabral e Eduardo Paes!

Estes são caminhos que podem fortalecer a greve da Educação, defendendo a escola pública e seus profissionais e construindo um Rio de Janeiro que não apenas tenha uma Educação de qualidade para os filhos da classe trabalhadora como seja um local de resistência rumo à construção de uma sociedade sem a exploração e a opressão de poucos sobre muitos!

O Coletivo Marxista, organização que possui dentre seus militantes diversos educadores, constrói e apoia as greves desde seu início e convoca toda a população para impulsionar a Luta pela Anulação do Plano de Carreira de Eduardo Paes. Precisamos nos posicionar contra a Violência do Estado, defendendo o fim da Polícia Militar! 

Tod@s à Grande Manifestação em defesa da Educação, na próxima segunda-feira, 7 de outubro, às 17h, na Candelária!

Fora Cabral! Vá com Paes!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Lutas no Rio de Janeiro: apontamentos sobre a atual conjuntura



Ao se colorir de vermelho, neste último mês de junho, o Rio de Janeiro mostrou que a antiga “caixa de ressonância” brasileira pode - ainda - irradiar sinais de luta, esperança, sentimentos de solidariedade, revolta e indignação quando experimenta uma covarde e fascista investida do governo Sérgio Cabral contra aqueles que não usam “black tie”.


Bombeiros, educadores, estudantes, trabalhadores, sem-tetos, pobres e desempregados têm sido alvo de violência e toda sorte de humilhações, praticadas pelo governo estadual, que primeiro com apoio de Lula e agora com Dilma, prepara o Rio para os megaeventos esportivos às custas do aumento da exploração e repressão aos trabalhadores. Uso de força, spray de pimenta em crianças, projéteis verdadeiros e prisões sumárias povoam o cotidiano do estado do Rio.


Não é de hoje que a arrogância e violência são a cara do governo Cabral. Profissionais da Educação já foram intimidados com armas de fogo nas lutas por salários mais dignos. Mais recentemente, 13 manifestantes foram presos sumariamente por protestar contra a vinda do presidente estadunidense, Barack Obama, ao Rio. A repressão aos sindicalistas e ao movimento de trabalhadores sem-terra nas manifestações contra os leilões do petróleo foi mais um exemplo desta escalada de violência. O caso do assassinato de Juan, menino de 11 anos, seguido do sumiço do seu corpo, após uma operação policial na Favela Danon, em Nova Iguaçu, mostra trágica rotina nas favelas do Rio.


No caso da recente greve dos bombeiros, o governador, já acostumado ao poder desmedido e a truculência como métodos para resolver negociações salariais, carregou na dose e não vacilou em usar o Bope para acabar com a ocupação do quartel. A sua arrogante e autoritária entrevista na mídia burguesa veiculada em cadeia nacional, chamando os bombeiros de vândalos, não deixou dúvidas do autoritarismo do governador.


Daí para frente não pararam as denúncias de concessões, viagens, enriquecimentos ilícitos, e a acelerada transformação do Rio num balcão de negócios para os grandes empresários do país. Do outro lado da moeda, salários aviltantes e as precárias condições de trabalho. Bombeiros e educadores são apenas exemplos de como o estado trata seus servidores e os serviços essenciais para população.


O Coletivo Marxista esteve presente desde a primeira manifestação em frente à Alerj, logo após a invasão do Bope ao quartel ocupado pelos bombeiros, declarando seu apoio à luta da categoria, solidariedade e indignação contra esta brutal violência praticada pelo Estado. É preciso que façamos uma avaliação profunda do que significou este primeiro momento de radicalização das lutas e que tipo de perspectiva se abriu a partir daí.


No campo da esquerda combativa, abriu-se um amplo leque de avaliações, que passaram pela comparação da Alerj com a Praça Tahrir até a defesa de não-apoio à luta dos bombeiros por conta de sua caracterização como força repressora do Estado. O apoio de membros da polícia militar reforçou esta avaliação. Na dinâmica da luta, o exemplo de combatividade dos bombeiros inflamou e fortaleceu a luta dos profissionais da Educação que, após a deflagração da greve na assembléia mais cheia do período recente, somaram-se às manifestações.


De nosso ponto de vista, uma postura coerente com este momento de lutas e suas características específicas deve construir a intervenção militante a partir de uma rigorosa avaliação conjuntural, política, teórica e histórica. A reflexão deve, portanto, levar em conta o caráter das lutas que despontaram, o papel da corporação dos bombeiros no Estado, sua relação com o aparato repressivo, a conjuntura política que se abriu a partir daí e, também, o acúmulo produzido pela esquerda marxista no que diz respeito às mobilizações militares e às lições históricas que se tiraram daí.


A combinação desses elementos, acreditamos, é o que permite a construção de uma posição política que não se paute pela transposição mecanicista de postulados gerais e abstratos. Essa tarefa exige que entendamos, ainda, as relações entre a consciência e a espontaneidade, que acompanha um militante na histórica trajetória das lutas de classe. Este desafio exige esforço, consciência revolucionária e a certeza de que o trabalho esbarra nos limites dos movimentos de massa exigindo a necessária aplicação da máxima, que guia nossa intervenção, não como jargão, mas como parâmetro de militância: “Sem teoria revolucionária não há prática revolucionária”.


Espera-se também, que tenha sensibilidade para defender a massa trabalhadora, e apoiar suas lutas, respeitando seus limites, mas – sempre – servindo como catalisador, agente essencial para a elevação da consciência. Cumpre a difícil e sempre presente tarefa de explicitar a necessária conexão entre as reivindicações imediatas e a luta política. Diferentes militantes de esquerda participaram no movimento com esta atuação.


Para o Coletivo Marxista, a mobilização iniciada com a luta dos bombeiros foi capaz de, a partir da legítima luta da categoria por melhores salários, expressar contradições mais profundas do governo Cabral e, assim, impulsionar não apenas outras lutas no campo econômico – de outras categorias do funcionalismo, sobretudo da educação, por melhores salários – mas, também, criar condições para o enfrentamento político ao governo Cabral.


Tornou-se fundamental, então, intervir no processo específico dos bombeiros prestando solidariedade, fortalecendo suas mobilizações e discutindo questões que se puseram na ordem do dia através do processo de lutas – como a desmilitarização dos bombeiros, que garantiria seu direito à organização sindical – e, mais do que isso, construindo uma perspectiva de unificação das lutas, capaz de demonstrar que a garantia de melhores condições de trabalho e de vida passa, necessariamente, pelo enfrentamento ao governo que reprime trabalhadores, os mantém com salários indignos e está comprometido com os interesses dos grandes empresários. A unificação das categorias como um passo fundamental para a conquista das reivindicações específicas e, no mesmo processo, para o enfrentamento político ao governo constitui-se, portanto, no maior desafio colocado pela atual conjuntura.


Sabemos da necessidade e dificuldade de impulsionar movimentos de massa protagonizados por uma população bombardeada por Faustão, Pedro Bial, Luciano Huck, Galvão Bueno, novela das 21h e domesticada pelo governo de Lula. Esta é a dificil tarefa da esquerda brasileira: resgatar a combatividade nas manifestações e mostrar a correção na escolha do caminho da luta política. O Coletivo Marxista, defendendo o “Fora Cabral” em suas intervenções, deu um passo à frente nas lutas por melhores salários unificadas à reivindicação política.


Cabe, neste momento, uma atuação empenhada de todos os militantes comunistas que têm e terão a dificil tarefa de mostrar aos trabalhadores a necessidade e o lugar da luta política. A solidariedade da população fluminense, o crescimento do movimento, os atos conjuntos com os profissionais de educação e o atual fortalecimento da greve com o acampamento em frente à Secretaria de Educação são sinais embrionários de politização e unificação real das lutas dos trabalhadores. Saldo positivo mais imediato deste processo, que permitiu que o Rio vivenciasse uma manifestação com dezenas de milhares de participantes e recoloca a discussão do papel e lugar da militância de esquerda como agente necessário para o avanço da lutas e sua organização e real unificação.


O movimento, somado às denúncias de corrupção que não param de aparecer, colocou o governo Cabral na defensiva. É precisamente este o momento de radicalizar mais: fortalecer as lutas nas categorias, arrancar vitórias e derrubar este governo. A presidenta Dilma/PT, ao aparecer na recente inauguração do teleférico do Complexo do Alemão junto a Cabral, deixa bem claro de que lado está: do lado de um governo que, como o seu, não consegue mais encobrir os infinitos negócios escusos da burguesia.


As greves dos bombeiros e agora dos profissionais da Educação ocorrem num momento especial: Rio em ritmo de Copa e Jogos Olímpicos, virando um balcão de negócios e oportunidades para as burguesias nacional e internacional. Especulação imobiliária, reorganização urbana, aumento estratosférico de alugueis, valorização especulativa dos imóveis, aumento generalizado do custo de vida, dos serviços, da alimentação... Complementados por arrocho salarial, despejos, criminalização da pobreza e dos movimentos sociais! No Brasil, explodem greves em defesa da educação, de operários e outras categorias que também já não suportam sustentar o alardeado ‘crescimento’ com sua exploração. Essas lutas também precisam ser unificadas com pautas gerais para ganhar mais consistência. Pelo mundo, os efeitos da crise levam milhões às ruas em defesa de seus direitos e contra a ordem dos ricos.


Num sopro de esperança equilibrista, o Rio veste-se de um vermelho acendendo a fagulha da combatividade, dos movimentos nas ruas e, quem sabe, voltará a se colorir do vermelho intenso comunista, trazendo para as ruas trabalhadores e jovens que lutem e conquistem o sonho da urgente e necessária transformação do modelo de sociedade.


À luta e às ruas, companheiros!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Milhares de manifestantes realizam passeata no Rio de Janeiro




Os bombeiros e os profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro encontram-se em Greve! A cada dia, aumenta o apoio da população fluminense e mais trabalhadores aderem aos movimentos, reivindicando melhores salários e condições de trabalho bem como a anistia dos 439 bombeiros, que obtiveram o habeas corpus, vítimas de uma prisão política comandada pelo Governador Sérgio Cabral/PMDB.


Nesta sexta-feira, 10 de junho, milhares de trabalhadores da Educação e estudantes ocuparam as ruas da capital para realizar uma grande passeata, que saiu da Candelária, passando pela Avenida Rio Branco, até seguir para a escadaria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e somar-se aos bombeiros, que se encontram acampados em frente ao local desde Domingo.





Essa passeata foi uma prévia para a próxima manifestação, que ocorrerá no Domingo, a partir das 10h, na orla da Praia de Copacabana.



O COLETIVO MARXISTA convoca toda a população fluminense para participar desse processo de mobilização, que se choca com o caráter truculento de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais e sucateador dos serviços essenciais à população, capitaneado pelo governador Sérgio Cabral/PMDB, um dos principais aliados da presidenta Dilma/PT.


Confira os vídeos com o nosso posicionamento acerca das Lutas no Rio de Janeiro e a saudação feita na manifestação de hoje:








GREVE GERAL: Pela anistia dos presos políticos e pela conquista de melhores salários! Fora Cabral!

As precárias condições de trabalho e os péssimos salários dos bombeiros deram início a uma luta que se alastrou para diferentes categorias de profissionais do Estado do Rio de Janeiro, submetidas ao mesmo quadro de arrocho salarial. A importância dos bombeiros e a violência da repressão usada pelo governo Cabral provocaram uma reação em cadeia com a imediata mobilização e apoio de expressiva parcela da população fluminense. Estes acontecimentos mostram, mais uma vez, a verdadeira face do governo Cabral. Um governo sustentado e a serviço dos interesses do grande capital com o apoio da grande mídia. E, como todos que fazem esta opção, oferece migalhas aos seus servidores e péssimas condições de trabalho.

Este governo, em aliança tão propagandeada com o governo Dilma/PT, mostra sua face mais cruel na sua sistemática política de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais. Promove a “paz” usando a violência nas favelas e matando indiscriminadamente. Um governo que joga bombas nos profissionais da educação; que reprime estudantes mobilizados contra o aumento das passagens; que prende sumariamente manifestantes que protestavam contra a presença de Obama e contra a venda de nossas riquezas naturais. Violência é o nome do Rio de Cabral, que só tem araras azuis nos filmes e festas à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. O triste episódio da covarde invasão do quartel central do Corpo de Bombeiros com a prisão de 439 trabalhadores mostra outra vez o autoritarismo, o desrespeito, a violência e a arrogância deste governo.

Servidores têm direito de lutar por melhores salários e as manifestações e as greves são suas armas legítimas. A deflagração da greve dos profissionais da educação, que assim se une à luta dos bombeiros, aponta o correto caminho para a luta por melhores salários para as demais categorias. Greve Geral, esta é a poderosa forma de luta dos trabalhadores, Luta que deve ser independente de parlamentares que só que aparecem quando os holofotes se acendem. O Coletivo Marxista defende a anistia dos presos políticos do quartel central e aponta a unidade, autonomia e independência das lutas da classe trabalhadora como o caminho correto para suas conquistas.

sábado, 4 de junho de 2011

PELA LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS BOMBEIROS PRESOS!


FORA CABRAL!


O Governo Estadual de Sergio Cabral mostrou mais uma vez sua política truculenta e repressora que se expressou hoje na prisão de mais de 400 bombeiros que estavam ocupados no quartel central no Rio de Janeiro. O governo manteve sua postura violenta ao entrar no quartel jogando bombas de gás lacrimogêneo e agredindo fisicamente os manifestantes, dentre estes, crianças e mulheres.


Os bombeiros reivindicam reajuste salarial (hoje o menor piso salarial do país), melhores condições de trabalho e equipamentos básicos para suas funções. Depois de mais de um mês em greve, os bombeiros saíram da greve esperando uma negociação com o governador Sergio Cabral, e a resposta foi mais agressão aos trabalhadores.


Vivemos um momento de crescente repressão e criminalização de diversas mobilizações em todo país. A situação dos bombeiros do Rio de Janeiro não está descolada dos constantes assassinatos de lideranças dos movimentos do campo no Norte do país, da repressão à Marcha da maconha em São Paulo e da prisão política dos 13 manifestantes do ato contra o OBAMA, entre tantos outros exemplos. Trata-se, portanto, de um cenário nacional que tem como responsáveis os governos municipais, estaduais e o governo Dilma/PT.


Chamamos e nos somamos a todas as ações de solidariedade à luta dos bombeiros – RJ, que reivindiquem a libertação imediata dos presos, o atendimento de suas pautas e que coloquem em xeque o governo Cabral e sua política de criminalização daqueles que lutam por seus direitos. Não podemos aceitar tamanha truculência deste governo. O Coletivo Marxista deixa aqui seu repúdio ao Governo Sergio Cabral e sua solidariedade à luta dos bombeiros – RJ.


TODOS À MANIFESTAÇÃO EM SOLIDARIEDADE AOS BOMBEIROS: DOMINGO, 5 DE JUNHO, ÀS 9h, NA ALERJ!

VIVA A LUTA DOS BOMBEIROS – RJ!


Coletivo Marxista